terça-feira, 20 de outubro de 2026

Emerson "Violators" : Lembranças que o tempo não apaga !

Escrevo com muita saudades de você, Emerson.

Parece que foi ontem que te conheci, meu amigo !

Lembro como se fosse "hoje" das nossas conversas, ainda pelo telefone fixo, nos anos 90.

Conversávamos e ríamos de tudo !

Na memória, entre tantas coisas, você se oferecer prá ir buscar um material prá mim, um pouco distante do centro do Rio e depois comentávamos :

"que loucura, ir lá buscar isso, num lugar distante, com uma pessoa totalmente estranha prá gente".

Depois, o "evento dos fã clubes no Sesc/RJ" e o teu medo de não ter nada interessante... e eu falando : "como não ? Tem vocês !!! Fã clube é isso : para trocar informações entre amigos !" (numa época que internet ainda era discada, cara e muito lenta).


Veio à página, que você sempre ajudava, colaborava, falávamos sobre textos, set lists dos nossos gostos, coisas impossíveis do Depeche tocar. (e fazíamos as críticas de tudo o que era lançado, entre a gente, era muito divertido isso.)

Até que um dia, você fala: "vou cantar numa banda cover do DM, vou ser o backing, vou ser o Martin".

Aquilo que parecia trazer um certo medo, floresceu em você : o "nosso Martin".





Nunca esquecerei as versões "a cappela" pelo celular.

As tuas conquistas, teus ensaios,  a compra da guitarra, os comentários dos bastidores dos shows, etc.

A sua vibração e emoção em ser um "Violator".

Amigo, era incrível a energia que você sempre transmitia.

E a cada encontro com você nos shows, era simplesmente mágico.

No show de vocês em 2019, no Madame, ao dedicar "In a Manner Of Speaking", isso ficará sempre na minha memória.  


"So in a manner of speaking i just want to say, that just like you i should find a way, to tell you everything by saying nothing, oh give me the words, give me the words that tell me nothing, oh give me the words, give me the words, give me the words".




Estou sem palavras, fico em silêncio ao te escutar, meu amigo.

Sinto muita falta das nossas conversas.

Você estará sempre em meu coração !

Faith & Devotion !!!

JeanBong13


Ps : Texto feito com todo carinho, dedicado ao Emerson (Violators), e a todos os parentes, fãs e amigos. (Juliana/RJ "à distância traz a saudade, mas nunca, o esquecimento"). 

Martin Lee Gore - Novo single, novo projeto : MG x CD + JL "Cross Whispers" !

Na mitologia antiga, as aves são, há muito, consideradas mensageiras entre os vivos e os mortos, levando sussurros através do desconhecido.

Inspirada pelo surgimento misterioso de pássaros pretos em momentos de perda e luto, a obra ‘Cross Whisper’ explora as conexões que permanecem com aqueles que perdemos.

Martin Gore, compositor, músico de música eletrônica e membro fundador do Depeche Mode, colaborou com o artista e letrista Cliff Damavandi em uma nova faixa envolvente e misteriosa, intitulada “Cross Whisper”, que conta com os vocais de sua filha, Johnnie Lee.

A música tem uma origem inusitada: durante uma conversa profunda com amigos, o assunto recaiu sobre fenômenos inexplicáveis. Comentando que “nada o surpreenderia”, Gore relatou que, em diversas ocasiões, pássaros apareceram logo após o falecimento de pessoas próximas a ele. Em um desses episódios, um pássaro insistente surgiu, batendo freneticamente contra a janela de seu estúdio. Dois dias depois, ele soube que um amigo próximo havia falecido. O fato o levou a refletir sobre o simbolismo e a mitologia que cercam os pássaros desde a antiguidade, questionando se essas aves poderiam ser presságios ou mensageiras.

Ele acrescenta: “Eu estava com alguns amigos e começamos a falar sobre a morte; então, contei que, sempre que alguém próximo a mim morre, pássaros começam a aparecer - às vezes, surgindo diariamente diante da minha janela por um ano inteiro. Quando minha mãe faleceu, um pássaro apareceu; o mesmo aconteceu quando meu cachorro morreu. E, quando meu gato partiu, um pássaro entrou em casa e voou até o andar de baixo, chegando ao cômodo onde o animal costumava dormir!”

Cliff Damavandi ficou tão tocado com o relato que escreveu uma letra, a qual Gore, por sua vez, transformou em música. Damavandi comenta: “Enquanto Martin compartilhava sua história, ele parecia tão vibrante; eu conseguia não apenas ouvir o relato, mas senti-lo. Havia algo de transcendental ali que me impulsionou a escrever a letra”.

“Cross Whisper” começa com vozes sussurradas e evocativas, que gradualmente dão lugar aos sintetizadores de Gore. Oscilando entre passagens melódicas, os sussurros surgem em ondas, acompanhados por uma batida insistente - uma referência direta ao pássaro que visitou o estúdio de Gore.


O clipe pode ser visto aqui :



Vídeo de Luca Bailey.

Filmado no Japão e na Inglaterra.

O trio atende pelo nome MG x CD + JL =  

A faixa, lançada hoje pelo selo Mute, ganhou remixes de diversos artistas, incluindo a DJ e produtora brasileira de techno ANNA; o artista de techno, DJ e gestor de selo Regis; a artista holandesa de techno Vera Grace; Boothnavy; e o projeto britânico de "hauntology" Pye Corner Audio, de Martin Jenkins.

O 12” "Cross Whispers" será lançado pelo selo Mute em vinil no dia 4 de dezembro de 2026, numa edição limitada de cor verde.

Tracklist :

Cross Whisper

Cross Whisper (Regis’ Learn to See Mix)

Cross Whisper (Vera Grace Remix)

Cross Whisper (ANNA Remix)

Cross Whisper (Pye Corner Audio Remix)

Cross Whisper (boothnavy’s Murmuration Remix)

Link  pré venda :







Martin gostou de trabalhar com a Anna, nossa Dj Brasileira, pois já é a terceira vez que ela está em algo relacionado ao Martin ou DM.

Faith & Devotion !!! 

JeanBong13

História Do Depeche Mode : Useless (Single)

Hoje na História do Depeche Mode (20 de outubro de 1997):
Data de lançamento do single de Useless, no Reino Unido.
O quarto e último single do álbum 'Ultra' foi escrito por Martin L Gore e produzido por Tim Simenon, e apresenta performances dos músicos convidados: Doug Wimbish (baixo), Gota Yashiki (bateria), Keith Le Blanc (bateria) e Danny Cummings (percussão).
“Apresentando os vocais de Dave Gahan, um backbeat de condução e um riff de guitarra sujo e blues de Gore, 'Useless' é a faixa de rock mais complexa do álbum”, afirma o comunicado de imprensa da Mute Records.
Nos EUA, foi lançado no formato "double A Side", junto com o single de "Home".
Seus B-Sides são os videos de "Barrel Of A Gun" e "It's No Good".
O próprio Martin descreve como uma das músicas mais rock and roll junto com 'I feel you'. 
Ele nunca explicou seu significado, já que não gosta que suas músicas sejam interpretadas pelos seus fãs e criem assim sua própria história, dando uma nova vida à letra. 
Martin adora escrever sobre relacionamentos, adora brincar com ambiguidade e levar suas histórias a um nível universal, fazendo com que todos nos relacionemos com eles.
A letra fala sobre os esforços feitos em um relacionamento; que em determinado momento, acabam se tornando 'inúteis' (Useless).
O vídeo foi filmado no final de agosto de 1997 em uma mina de carvão abandonada nas montanhas de Gales, no Reino Unido. 
Foi também o último vídeo do Depeche Mode a ser dirigido por Anton Corbijn por mais de oito anos. Embora ele ainda continue trabalhando com a banda em capas, fotos, vídeos promocionais e projeções/projetos de turnês, foi somente em dezembro de 2005 que ele voltou a dirigi-los em 'Suffer Well'.
Useless foi executada na Global Spirit Tour. O que surpreendeu muitos fãs, pois, desde a The Singles Tour, de 1998, eles não a tocavam numa tourné.












Texto : Veronica Bussadori
Adicionais : JeanBong13

Faith & Devotion !!!
JeanBong13

domingo, 18 de outubro de 2026

História Do Depeche Mode : Enjoy The Silence 04 (Single)

Hoje na História do Depeche Mode (18 de outubro de 2004):
Data de lançamento do single de Enjoy The Silence 04, no Reino Unido.

"Enjoy The Silence" foi relançado como um single em 18 de outubro de 2004 pelo Depeche Mode numa nova versão para o album "Remixes 81 – 04", e foi intitulado "Enjoy The Silence (Reinterpreted)" ou, simplesmente, "Enjoy The Silence 04". 
A versão "reinterpretada" foi remixada por Mike Shinoda, o rapper e produtor da banda americana Linkin Park.
Mike Shinoda fez distorções de guitarra, em que ele imprimiu sua linha "Linkin Park", no estilo mais "nu metal". 
"O Depeche Mode é um dos grupos mais influentes do nosso tempo", declarou Shinoda. "A música deles é uma inspiração para mim, e estou animado por nossos fãs ouvirem minha opinião sobre uma das minhas músicas favoritas do Depeche Mode."
Na versão de 2004, o lado B é uma versão de "Halo" (do album Violator), remixada por Goldfrapp.
Seu videoclipe é praticamente "feito em animação" e foi dirigido por Uwe Flade. 
Monitores na animação mostram performances de "Enjoy The Silence" extraídos da Devotional Tour, One Night In Paris e filmagens da The Singles Tour filmado em Cologne em 1998 para a MTV.
A razão pela qual a banda não participou é que eles queriam evitar comparações com a obra-prima de Anton Corbijn em 1990. 
Esse foi o terceiro single a ter um novo remix para divulgação, sendo os dois primeiros : Strangelove '88, Everything Counts '89 e depois ainda tivemos mais dois singles: Personal Jesus '11 e Behind The Wheel '11 (esse somente promocional).










Faith & Devotion !!!
JeanBong13

sábado, 17 de outubro de 2026

Depeche Mode : Show da Argentina 17 10 2009 !!!

Devotos, continuando com textos de shows do Depeche Mode que marcaram a nossa memória, aqui segue um novo texto (e novas fotos) para o show da Argentina/2009 :



Muitos Devotos brasileiros de toda parte realizaram o grande sonho de ver Depeche Mode ao vivo há pouco mais de um ano, em São Paulo. Um show inesquecível.
Alguns de nós, entretanto, tiveram essa oportunidade na Argentina, no ensandecido Club Ciudad de Buenos Aires.
Incrível pensar que já fazem 10 anos.
Esse show e o dia 17 de outubro de 2009, um belo sábado de sol, sempre voltam a minha memória, em mínimos detalhes.
Os passeios da manhã, o almoço sem nem conseguir engolir direito, pra chegar cedo ao Club Ciudad, por volta das 16h. E muitos chegaram bem antes.
E por chegar cedo ficamos muito próximos do palco. À direita da passarela devia ter só brasileiro. Pelo menos até começar aquela onda ensandecida e estúpida que só argentino sabe fazer, estávamos todos em casa, como velhos amigos.




Eu não me esqueço o que eu senti em cada música. Do pânico pré-show que se tornou insuportável em Hole To Feed, e me obrigou a recuar uns 10 metros. E mesmo assim sem tirar o olho do palco, sem conseguir nem piscar nem respirar, desde In Chains e Wrong. Da alegria que eu senti quando vi o Dave olhar pro Martin e sorrir após o primeiro refrão de Walking In My Shoes, embaixo daquele corvo. Nesse momento tudo se tornou verdade. Era Depeche Mode, finalmente na minha frente. Lágrimas começaram a correr sem controle e não pararam até o final. It’s No Good foi apenas uma consequência, até um êxtase inexplicável em A Question Of Time. Precious e Fly On The Windscreen me permitiram respirar e tentar entender o que parecia incompreensível: Depeche Mode, na minha frente, ao vivo.




Então vem o Martin cantar Jezebel, com direito a passeio pela passarela no final. Mas Home na sequência, ao piano, se tornou o momento mais lindo do show, até então. É impressionante como a voz do Martin ecoava na alma. Cada vez mais incrédulo, eu chorava copiosamente. Hoje é até engraçado pensar nisso. No final cantamos o ‘sing along’ mais longo e mais forte do universo.



A verdade é que Miles Away permitiu que nos preparássemos pra segunda parte. Christian começa a tocar Policy Of Truth e o Dave sai dançando pro nosso lado. Velhos acordes que finalmente são executados com perfeição. O som era desde o início limpo, cristalino, apesar de cerca de 30 mil pessoas cantarem todas as músicas. E isso os argentinos fazem muito bem (mas nós ajudamos). In Your Room vem na sequência, com sua versão mista entre original e Zephyr Mix, pra chegar em I Feel You, onde o Dave força os vocais até o extremo.
A sequência com Enjoy The Silence é mais um momento de êxtase completo. Entre lágrimas e um sorriso constante, é de uma felicidade boba que dificulta até a cantar. Mas nada, absolutamente nada, supera o prazer de finalmente fazer a onda em Never Let Me Down Again. É uma catarse coletiva, cerca de dois minutos ou uma vida inteira com toda força na ponta dos dedos, sem parar. Com Dave a... sei lá, 10 metros de distância, na ponta da passarela. De se fazer com lágrimas nos olhos, um sorriso aberto e berrar, berrar qualquer coisa. É libertador.




No final eu abraçava minha esposa e só conseguia dizer repetidas vezes “não acredito, finalmente aconteceu, é incrível”. E tinha mais.
O Martin volta pra cantar Somebody. Momento ‘101’, e tudo que senti em Home voltou, com o dobro da força. Nesse momento tive que guardar a máquina fotográfica (sim, os celulares ainda eram ruins), por que não conseguia parar de tremer. Nunca imaginei que pudesse produzir tanta lágrima. Stripped chegou até a ser leve depois disso.




Mas estamos falando da realização do sonho de uma vida inteira. E uma realização desse porte tem que terminar pra cima. Behind The Wheel, com o Dave mais uma vez na passarela, se encarrega disso, e Personal Jesus é o momento de aproveitar e gritar bem alto “Reach Out And Touch Faith” quantas vezes forem possíveis, por que é assim que uma noite épica é coroada.











Passados 10 anos, ainda é uma lembrança tão boa e tão nítida que eu espero que todos os devotos que não estiveram na Argentina em 2009 tenham sentido o show do Allianz Park em 2018 dessa forma, por que o dia 17 de outubro de 2009 foi a realização plena de um sonho, com som imagens perfeitos produzidos pela maior banda do universo.

Texto do Amigo Domingos !
Um Grande Show ! E encontrar e se reunir com os amigos na Argentina, foi muito bom, uma viagem e um show prá ficar na memória !!!

Fotos de : Domingos - Eli Proença - JeanBong13 (e se tiver de outras pessoas, por favor indiquem, que eu menciono aqui).

Faith & Devotion !!!
JeanBong13