sábado, 11 de julho de 2026

História Do Depeche Mode : Everything Counts (Single)

Hoje na História do Depeche Mode (11 de julho de 1983):
Data de lançamento do single de Everything Counts, no Reino Unido.





A data se refere ao lançamento oficial do single 7''.
O single introduziu uma transição no conteúdo lírico para o grupo. 
"Everything Counts" trata especificamente a questão da ganância corporativa e corrupção na Grã-Bretanha, como o coro canta "grabbing hands" (mãos gananciosas) que "grab all they can"(peguem tudo que puderem). 
Talvez surpreendentemente, o single foi lançado em um momento quando a banda em si não estava sob um contrato formal com Mute Records (Gore publica suas músicas sob o nome de "Grabbing Hands Music"). 
Além de ter "encontrado" sons usados como samplers, o single também sampleia uma variedade de instrumentos musicais, como o xilofone e uma escaleta (que Martin é conhecido por tocar no palco da música).


Foi também a primeira canção no catálogo da banda, que inclui os dois cantores da banda proeminente (em momentos diferentes). 
O vocalista Dave Gahan canta os vocais dos versos, enquanto compositor Martin Gore canta os vocais em coro com apoio de Alan Wilder.

"É uma das minhas músicas favoritas", disse Dave Gahan, à Best em 1989. "'Construction Time Again', foi um passo importante em nossa carreira [...] As letras são atemporais,e falam de dinheiro, poder e corrupção."

Alan Wilder: “Gosto de 'Construction Time Again', devido à sua ambição de seguir em frente. 
Você pode ouvir só coisas boas neste LP, como "Everything Counts", por exemplo."

"Everything Counts" se concentra nas atitudes das duas faces que abundam na indústria. E não apenas no negócio da música, mas em qualquer lugar onde o dinheiro esteja envolvido. 
Gore afirma que por trás de todos os acordos e motivos, existe puro egoísmo. "Não sou tão amargo assim, pessoalmente. Eu tenho uma vida confortável. São apenas algumas coisas que notei." Alan acrescentou: "Estamos em uma posição privilegiada para sermos bons observadores, já que estamos sempre conhecendo grupos, e ouvindo falar de acordos duvidosos."

"Todas as viagens que fizemos certamente ajudaram muito", admitiu Dave Gahan:"'Everything Counts', foi parcialmente inspirado na Tailândia - é aí que entra o lado oriental, como a Coréia. Você chega até lá, e todos os hotéis estão cheios de homens de negócios, tratando as pessoas como se não fossem nada! Eles só estão interessados ​​nos negócios deles - é isso que eu realmente odeio nos grandes negócios: as pessoas não se importam com as outras. Só com o dinheiro. Todas as mulheres que você vê  por lá, são prostitutas - essa é a única maneira de se ganhar dinheiro! O problema é que as pessoas no poder não se importam com alguém com um salário baixo, apenas se preocupam com o próprio poder. Mas acho que as pessoas devem se preocupar com as outras, porque desde o momento em que nascemos, somos colocados em competição [...] as atitudes das pessoas precisam mudar. Você precisa olhar o mundo para mudar as coisas." (NME, 17.09.1983)

Em uma entrevista de 1985, à revista britânica nº 1, Andrew Fletcher falou sobre "Everything Counts":

AF: " ... estávamos experimentando várias tecnologias novas... e tínhamos emuladores e sincronizadores para fazer um novo som. A música discute problemas de corrupção e ganância corporativa no Reino Unido, e usa como metáfora, 'agarre com suas mãos';  'agarre o que puder."

O videoclipe de "Everything Counts" foi dirigido por Clive Richardson, e filmado na antiga Berlim Ocidental. 
O Depeche Mode voltou com Richardson, depois de estar insatisfeito com o diretor de videoclipes anterior, Julian Temple, que dirigiu os vídeos de "A Broken Frame".

De acordo com Alan Wilder:

"Após anos trabalhando com Julien Temple, precisávamos fortalecer não apenas nosso som, mas também nossa imagem! 
Clive tinha muitas idéias novas, que não envolviam storyboards estúpidos, nos quais tínhamos que atuar!"

Sobre o vídeo :

Fletcher: "Eu não gosto dos nossos primeiros vídeos, porque fomos usados ​​como experimento para algumas idéias desonestas.Todos eram vídeos do tipo storyboard, e tivemos que atuar bastante. Além também de não sermos bons nisto."

Martin concordou: "Conseguimos encontrar um diretor que gostamos em Clive Richardson. Trabalhamos muito bem com ele, e investimos agora, muito mais tempo e energia nos clipes."

O lado B :
"Work Hard (remix do East End)"

É a primeira música do Depeche Mode, (sem instrumentais), creditada a Martin Gore e Alan Wilder. 
"O single consistia principalmente em quebra de madeira", explicou Dave Gahan: “Corremos com um martelo e uma caixa de ferramentas pelos ferro-velhos, no leste de Londres, e batemos em tudo que podíamos encontrar. Gareth Jones tinha um gravador de fita cassete e um microfone e, é por isso, que voltávamos ao estúdio com sons altos e estranhos; que colocávamos em um sampler ou em uma fita analógica, e cortávamos várias vezes até que um bom ritmo saísse."



Complemento do Texto : Veronica Bussadori
Fontes : depechemode.com; Wikipédia; Wiki ao vivo do Depeche Mode dmlive.wiki/wiki/Everything_Counts + dmlive.wiki/wiki/Work_Hard; "New Life", No.1, 13.08.1983; Uncut Magazine, maio de 2016 www.uncut.co.uk/features/depeche-modes-dave-gahan-74135/2; “Stripped”, by Jonathan Miller; Shunt - www.recoil.co.uk

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JeanBong13

quinta-feira, 9 de julho de 2026

História Do Recoil : SubHuman (Album)

Hoje na História do Recoil (09 de julho de 2007): 

Data de lançamento do álbum SubHuman, no Reino Unido.

SubHuman é o quarto álbum de estúdio do Recoil. 

Alan Wilder declarou em um vídeo no YouTube em setembro de 2006 que haveria um novo álbum chegando na primavera ou início do verão de 2007.

Em 23 de abril de 2007, ele lançou informações sobre o álbum via My space e seu site oficial, Shunt. 

SubHuman foi lançado em 9 de julho de 2007 na Europa e 14 de agosto de 2007 nos EUA.

Foi lançado em vários formatos, incluindo : CD padrão, vinil capa dupla e uma edição especial de CD/DVD que inclui surround 5.1 e mixagens exclusivas "ambiente". 

O DVD incluiu todos os videoclipes feitos até o momento do lançamento.

Trabalhando com Wilder neste álbum estava o bluesman nativo de Nova Orleans Joe Richardson, que contribuiu com vocais, guitarra e gaita. 

Também trabalharam no subHuman : Hepzibah Sessa, e Paul Kendall, que trabalhou no álbum Liquid  de 2000 e mixagens do álbum Unsound Methods de 1997. 

Outra colaboradora foi a cantora inglesa Carla Trevaskis, que trabalhou com Fred de Faye (Eurythmics), Cliff Hewitt (Apollo 440) e Dave McDonald (Portishead).

A faixa "99 to Life" refere-se à pena máxima de prisão proferida, aquém da pena de morte. 

Isso é baseado em uma história real de acordo com Richardson em uma entrevista para a revista de música Side-Line.

Lista De Faixas :

CD: MUTE / CD STUMM 279 (Reino Unido)

1." Prey " 8:21

2." Allelujah" 9:26

3." 5000 Years" 6:37

4." The Killing Ground " 9:55

5." Intruders " 11:36

6." 99 to Life" 8:10

7." Backslider" 7:09



CD/DVD: MUTE / LCD STUMM 279 (Reino Unido)

Inclui o cd acima e mais um DVD com:

Gravação de alta qualidade de 24 bits e 48 kHz de subHuman.

5.1 DTS e ac3 versões surround do subHuman.

Exclusivo ambiente (reduction mix) de subHuman também em qualidade de 24 bits/48 kHz.

Vídeos promocionais das músicas:

1. "Faith Healer"

2. "Drifting"

3. "Stalker"

4. "Strange Hours"

5. "Jezebel"

6. "Shunt" (vídeo oculto)

7. "Electro Blues For Bukka White (2000 Mix)" (vídeo oculto)






CRÉDITOS :

Alan Wilder - All Music

Joe Richardson - Vocal nas faixas 1,3,4,6 e 7. Guitarras & Gaita.

Carla Trevaskis - Vocal nas faixas 2 e 5.

John Wolfe - Bass Guitar

Richard Lamm - bateria

Hepzibah Sessa - Violino e Viola

Lee Funnell - Fotografia

Jesse Holborn no Design Holborn - Art Direction & Design

Texas Treefort Studios - Complexo de gravação, Austin Texas


Propaganda para a festa oficial de lançamento do SubHuman em Berlim :



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JeanBong13

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Biografia Andy Fletcher (in memoriam)

Devotos...
Andy Fletcher comemoraria hoje, mais um ano de vida...


Segue uma biografia que fiz há um tempo para ele :

           Andrew John Leonard Fletcher (ou Andy Fletcher), nasceu no dia 08/07/61 em Nottingham mas mudou-se ainda muito novo para Basildon, onde com oito anos entrou para uma associação religiosa chamada Boys Brigade.
           Fletcher é o mais velho de quatro irmãos do casal Joy e John Fletcher.
           Andy se manteve na Boys Brigade até os dezoito anos e nessa associação foi onde conheceu Vince Clarke. Com quem aos dezesseis anos, formou uma banda chamada No Romance In China. Essa banda dedicava-se em fazer pálidos covers do The Cure. "Queríamos ser igual a eles, estávamos obcecados pelo seu disco Imaginary Boys. Vince fazia um esforço enorme para cantar como Robert Smith.".
           O No Romance In China nada mais era do que um passatempo para Andrew e Vince, foi extinto no final de 1979, depois que Vince resolveu formar uma banda com identidade própria. Porém Andy não ficou esquecido, logo em seguida ele foi convidado a integrar outra banda formada por Vince, o Composition Of Sound. Ainda que essa banda parecesse mais promissora que a anterior, Andy levou bastante tempo para começar a leva-la realmente a sério. Isso só aconteceu, quando a banda mudou o nome para Depeche Mode, e gravou seu primeiro single. "Eu trabalhava em uma agência de seguros, algo que me satisfazia, pois o que ganhava com o grupo não era suficiente. Mas, depois que gravamos o single 'Dreaming Of Me' e entramos no Top Of Pop, me dei conta, de que quando chegava na agência, as pessoas me viam como um músico famoso.".
           Ainda que participe pouco do processo criativo das músicas do Depeche, foi Andy quem, devido a sua formação religiosa, mais absorveu as polemicas criadas com a edição do single "Blasphemous Rumours", o qual sofreu uma série de represálias, por parte de organizações religiosas. Fletch disse na época, que não estava de acordo com a forma de atuar da igreja, e que não entendia porque estavam criando tanta polemica com relação a uma música. Confessou ainda, que a primeira vez que Martin lhe mostrou essa música, ele ficou muito confuso, mas depois que Martin lhe explicou que sua letra estava baseada em algo que aconteceu na época em que eles se conheceram, quando Andy pretendia converte-lo ao catolicismo. Ele disse ter analisado cuidadosamente se a letra era ofensiva, e concluiu que a intenção da letra dessa música, não tinham nada de ofensiva. Alguns anos depois passaria por uma situação semelhante com a promoção e lançamento do single "Personal Jesus".
           No inicio dos anos 90, Fletch tornou-se sócio do restaurante Gascogne's em St. Johns Wood, zona norte de Londres. Em 1994, cumprindo ordens médicas, Andy precisou se ausentar (tirou umas férias) do Depeche Mode no final da primeira parte da Devotional Tour, devido ao stress. Depois de um tempo com a família, Andy voltou firme e forte, pronto para ajudar nas decisões da banda, coisa que sempre fez desde a formação inicial do DM em 1980.
           Ainda que nos dias atuais ele já não se interesse tanto por pop music e se sinta mais a vontade cuidando dos negócios legais da banda, do que tocando sintetizadores nos shows, Andy já tentou se aventurar em um projeto solo. Em 1983, enquanto Depeche gravava em Berlim, as faixas para o álbum Some Great Reward, ele gravou algumas músicas com Alan ou Martin o acompanhando nos teclados. O material chegou a ser editado e batizada oficialmente por Andy. Inclusive Alan Wider chegou a tirar a foto para capa deste álbum, que iria chamar-se Toast Hawaii (nome de seu prato favorito da cantina dos estúdios Hansa). Porém Daniel Miller achou inviável lançar esse material. "Eu acredito que realmente tenho uma voz fantástica. Desgraçadamente, Dave e Martin pensam que não tenho uma voz fantástica... O certo é que Dave e Martin são grandes cantores e eu não.".
           Em qualquer outra banda Andy seria considerado uma cara desnecessária nas capas dos álbuns. Mas ele é o âncora que vem mantendo o Depeche unido, ao longo dos anos. Foi o envolvimento de Fletch nos negócios da banda, que permitiu que o grupo não somente alcançasse sucesso musical, mas como também o sucesso financeiro. Atualmente Andy está se dedicando a outro projeto pessoal. Em 2002 lançou seu selo independente, o qual foi batizado de Toast Hawaii.
           Assinou com a banda “Client”, lançou o álbum e alguns singles, foi em alguns lugares da tourné promocional da banda, e se apresentou abrindo os shows, como DJ.
           Em 2003, participou do clipe da banda, com a música “Client”, que foi dirigido por Laurence Akers.
           O Client, não renovou contrato com a “Toast Hawaii”. O selo está parado no momento...
           Depois, acabou fazendo uma tourné como DJ, tocando em festivais, clubes na Europa e América do Sul, passou pelo Brasil em 2007, se apresentou em 27/09/07 (Belo Horizonte, “Na Sala”) - 28/09/07 (São Paulo, na Pachá) e em 05/10/07 (Rio De Janeiro, na The Week).
           Um de seus “Dj Events” mais famosos, ficou conhecido como “One Night In Warshaw”.
           No primeiro dia da “Tour of The Universe”, Andy recebe a notícia do falecimento de seu pai.
           Em 2011 anunciou outra “Dj Set Tour”, afirmou que planeja ir a lugares onde o Depeche Mode não visitou em um longo tempo. (Romênia, Ucrânia, Emirados Árabes Unidos, Austrália, Indonésia, Filipinas, Singapura, China e Coréia).
           Inclusive passou pelo Brasil, com o “Dj Set” intitulado “Prudence Celebration” no Rio De Janeiro, em 13/10, no Club Costa Brava, e em São Paulo, em 14/10 no Estúdio M, onde a DM Brasil divulgou e também vendeu parte dos ingressos.
           Nos seus set-list, sempre constam alguns artistas da Mute, e do Depeche Mode. Inclusive durante o começo dos sets de 2011, chegou a apresentar alguns remixes do álbum novo do Dm.
          Fletcher foi casado com Grainne (um nome irlandês pronunciado "Grawn-yah"), viveram juntos  por 41 anos e tem dois filhos, Megan e Joe.
          Ele tem três irmãos; Susan, Karen e Simon, e é o mais velho, mora em St John Wood, em Londres.
           Gostava De Elvis Presley, e uma das suas músicas preferidas é “New York, New York” de Frank Sinatra. 
           Em 26 de maio de 2022, faleceu devido a uma dissecação da aorta. 
           Seu funeral aconteceu em 20 de junho de 2022, no Golders Green Crematorium, em Londres. 
           Descanse Em Paz, Andy !













E que nesse seu novo plano espiritual, receba nossos cumprimentos : 
Parabéns Andy ! Jamais iremos te esquecer ! 
Faith & Devotion !!!
JeanBong13

terça-feira, 7 de julho de 2026

101 Voices ao vivo em Berlim, participação de Christian Eigner em dezembro de 2026.

É com grande entusiasmo que anunciamos que Christian Eigner, o lendário baterista do Depeche Mode, se juntará novamente ao 101 Voices para os nossos shows em Budapeste e Berlim.

É uma honra incrível contar com a participação de um artista que ajudou a moldar a sonoridade ao vivo do Depeche Mode.

Nos vemos em dezembro.

Budapest : MVM Dome - 10/12/26

Berlin : Uber Arena - 16/12/26



Vivencie a música do Depeche Mode como nunca antes. O projeto 101 Voices reúne uma orquestra sinfônica completa, um coro masculino de 45 integrantes, vocalistas excepcionais e uma banda ao vivo para criar uma nova e poderosa interpretação de um dos repertórios mais influentes da música moderna.

Inspirada pelo espírito de Black Celebration, a produção de 2026 explora o lado mais sombrio, profundo e emocional do Depeche Mode. Canções icônicas das eras Black Celebration, Music For The Masses e Violator são reimaginadas por meio de orquestração cinematográfica, texturas corais grandiosas e uma experiência ao vivo arrebatadora. Não se trata de um show de tributo no sentido tradicional; é uma experiência de concerto única que revela novas camadas da música, mantendo-se fiel à atmosfera, à emoção e ao espírito que tornaram o Depeche Mode lendário.

Após uma estreia com ingressos esgotados para mais de 10.000 fãs, o 101 Voices chega à Uber Arena, em Berlim, para uma noite inesquecível onde a música eletrônica, o poder sinfônico e as vozes humanas se fundem em uma só experiência.

Uma noite. Um palco. 101 Voices.

Com certeza será inesquecível.
Faith & Devotion !!!
JeanBong13

Wagging Tongue - Remixes - Digital Release

Hoje na História do Depeche Mode (07 de julho de 2023):

Data de lançamento do single digital de Wagging Tongue.

São 8 remixes oficiais, para apoiar a divulgação do álbum Memento Mori.

Tracklist:

1.Depeche Mode - Wagging Tongue (Remix featuring Kid Moxie)

2.Depeche Mode - Wagging Tongue (Wet Leg Remix)

3.Depeche Mode - Wagging Tongue (Edu Imbernon & Clemente 'Imbermind' Vision)

4.Depeche Mode - Wagging Tongue (Daniel Avery Remix)

5.Depeche Mode - Wagging Tongue (Henning Baer Remix)

6.Depeche Mode - Wagging Tongue (Hawtin Gaiser Remix)

7.Depeche Mode - Wagging Tongue (Gabe Gurnsey Remix)

8.Depeche Mode - Wagging Tongue (Kiimi's Enjoy The Ride Dub Remix)

Escute aqui, alguns mixes :

https://www.youtube.com/watch?v=WMEQjUly8uA&ab_channel=DepecheModeVEVO

https://www.youtube.com/watch?v=u7P1pgF0YzQ&ab_channel=DepecheModeVEVO

https://www.youtube.com/watch?v=dyiIQmS3M1c&ab_channel=DepecheModeVEVO

https://www.youtube.com/watch?v=mtyxcMUgN2U&ab_channel=DepecheModeVEVO

https://www.youtube.com/watch?v=ABV95L-hDs8&ab_channel=DepecheModeVEVO

Mais uma vez, sem informações sobre o lançamento no formato físico.

Deixando os fãs desapontados pela falta do formato, mas também com a qualidade dos últimos remixes apresentados, com raras exceções de mixes realmente interessantes.

Faith & Devotion !!!
JeanBong13

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Pipeline : conheça alguns detalhes sobre essa faixa do Construction Time Again.

"Pipeline" é, possivelmente, a faixa de sonoridade mais industrial que o Depeche Mode já produziu. Lançada em seu terceiro álbum de estúdio, Construction Time Again, ela marcou uma mudança decisiva da banda em direção à sonoridade sombria, gótica e industrial, na qual eles finalmente encontrariam sua verdadeira identidade e moldariam seu caráter.

Para alcançar essa sonoridade industrial, eles foram ao Hansa Studios, em Berlim, com o produtor Gareth Jones. Eles saíam a campo com gravadores para captar sons do mundo real - britadeiras, tubulações, batidas em metal, chapas metálicas e canteiros de obras. O loop principal da música foi criado a partir do som de uma britadeira real.

Em 1983, a amostragem de áudio (sampling) era uma tecnologia pioneira e extremamente cara. Eles utilizaram o Synclavier, o Emulator II e o Fairlight CMI para transformar sons de metal e maquinário em percussão. Foi a primeira vez que o Depeche Mode abandonou completamente as baterias eletrônicas tradicionais.

A letra concentra-se na classe trabalhadora, abordando a desumanização inerente ao trabalho industrial e a exploração dos trabalhadores. Construction Time Again foi o primeiro álbum da banda a abraçar temas de consciência social e política. Faixas como "Pipeline" e "Everything Counts" eram críticas sociais contundentes -  muito distantes da sonoridade pop de "Just Can't Get Enough".

O engenheiro de som Gareth Jones desempenhou um papel fundamental na criação dessa sonoridade. Ele direcionou a música para uma mistura de estilos industrial e gótico, alterando a atmosfera de romântica para melancólica. Sem ele, "Pipeline" não existiria.

"Pipeline" também marcou a estreia de Alan Wilder como compositor. Embora Construction Time Again tenha sido seu primeiro álbum como membro oficial - após sua introdução no single avulso "Get the Balance Right", ele trouxe para o grupo uma bagagem de música clássica e uma obsessão por experimentação sonora. De fato, ele foi o responsável pela programação de muitas das amostras sonoras utilizadas em "Pipeline".

O álbum transformou a banda em estrelas na Alemanha, embora não nos EUA. Enquanto essa sonoridade industrial os impulsionou a um sucesso estrondoso na Alemanha entre 1983 e 1984, eles não conseguiram emplacar nos Estados Unidos até o lançamento de "People Are People", em 1984. O público americano simplesmente ainda não compreendia aquela estética industrial europeia. Um marco da sonoridade industrial dos anos 80 e uma verdadeira jóia para muitos fãs, graças às suas apresentações ao vivo e ao seu caráter único. "Pipeline" foi apresentada em algumas ocasiões durante a turnê "Tour For The Masses 87-88".

Texto de Mario Sánchez Romero.

Excelente texto ! 

Faith & Devotion !!!

JeanBong13

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Parabéns Vince Clarke !!!

E hoje, quem completa mais um ano de vida, é o Vince Clarke ! 

Parabéns Vince ! 

Muitos anos de vida ! Saúde & Paz !

Aqui, uma retrospectiva rápida :



Vince Clarke (Nascido Vincent John Martin, 3 de julho de 1960) é um músico e compositor inglês. 

Clarke tem sido o principal compositor e músico da banda Erasure desde sua criação em 1985, e foi anteriormente o principal compositor de vários grupos, incluindo Depeche Mode, Yazoo, e the Assembly. 

No Erasure, ele é bem conhecido por seu comportamento de altos e baixos no palco, muitas vezes permanecendo imóvel sobre seu teclado, em contraste acentuado com as travessuras animadas e hiperativas de Andy Bell. 

Erasure gravou mais de 200 músicas e vendeu mais de 28 milhões de álbuns em todo o mundo.

Vince Clarke foi introduzido no Hall da Fama do Rock and Roll em 2020 como membro do Depeche Mode.

Início da vida :

Vincent John Martin nasceu em South Woodford, Essex; mais tarde mudou-se para Basildon, Essex. 

Ele inicialmente estudou violino e depois piano, mas ele foi inspirado a fazer música eletrônica ao ouvir Orchestral Manoeuvres in the Dark (Juntamente com OMD, outras influências iniciais incluíram The Human League, Daniel Miller, e Fad Gadget.)

Carreira :

Bandas primitivas

No final da década de 1970, Clarke e o colega de escola Andy Fletcher formaram uma banda de curta duração chamada No Romance In China. 

Em 1980, ele se juntou a Robert Marlow e Martin Gore para formar o French Look.

Depeche Mode

Em outra banda, chamada Composition Of Sound, seguiu-se em 1980; se apresentava junto com Gore e Fletcher. 


Clarke forneceu vocais até que o cantor Dave Gahan se juntou à banda, que foi renomeada como Depeche Mode. 

Na época, ele adotou o nome artístico Vince Clarke, pelo qual ele é conhecido atualmente. 

A banda inicialmente adotou um som de electropop, lançaram o álbum Speak & Spell e os singles escritos por Clarke : "Dreaming of Me", "New Life" e "Just Can't Get Enough" em 1981.

Clarke deixou o Depeche pouco tempo depois. 

Havia muitos motivos para sua partida. Ele comentou sobre o material posterior do Depeche Mode como sendo um pouco dark para seu gosto, mas bom, no entanto. 

Clarke também afirmou que não gostava dos aspectos públicos do sucesso, como turnês e entrevistas, e se encontrava frequentemente em desacordo com seus colegas de banda, particularmente no ônibus da turnê.

Ele também afirmou:

 "Acho que todo mundo da banda, especialmente eu, imaginava que a razão pela qual estávamos indo tão bem era por causa de si mesmos ... Éramos muito jovens e muito sortudos, e as coisas tinham acontecido muito rapidamente para nós, e não acho que fomos realmente maduros para lidar com a situação."

Clarke foi substituído pelo músico Alan Wilder, e Depeche Mode alcançou o estrelato internacional.

Yazoo

Clarke então se juntou à cantora Alison Moyet (na época conhecida pelo apelido de Alf) para formar a popular banda de synthpop Yazoo (conhecida como Yaz nos EUA), que produziu dois álbuns e uma série de sucessos, incluindo "Only You", "Don't Go", "Situation", "The Other Side of Love", "Nobody's Diary" e "Walk Away from Love".


Yazoo se desfez em 1983, e Moyet passou a ter uma carreira solo de sucesso.

 Yazoo se reuniu em 2008 para uma série de shows ao vivo para comemorar 25 anos desde a separação da dupla.

The Assembly

Clarke se juntou a Eric Radcliffe em 1983. A ideia deles era colaborar com diferentes artistas em cada novo single, sob o nome de The Assembly.


Com o cantor Feargal Sharkey eles marcaram o top 5 do hit britânico "Never Never". 

Enquanto isso, Clarke fundou a gravadora Reset Records com Radcliffe. Durante 1983 e 1984 produziu quatro singles, "The Face of Dorian Gray", "I Just Want to Dance", "Claudette" e "Calling All Destroyers" para seu amigo Robert Marlow, que foram lançados nesta gravadora. Eles também produziram um álbum, no início arquivado, mas lançado muito mais tarde em 1999, sob o nome de The Peter Pan Effect. 

Em 1985, outra colaboração ocorreu com Paul Quinn de Bourgie Bourgie; o resultado foi o single "One Day" de Vince Clarke & Paul Quinn. 

No entanto, o projeto nunca decolou, e Clarke passou para outros projetos.

Erasure

No início de 1985, Clarke colocou um anúncio em Melody Maker para um cantor, e um dos candidatos foi Andy Bell, que era fã de seus projetos anteriores. 


Ele se juntou a Bell para formar o grupo Erasure, e a dupla se tornou um dos maiores sucessos da música britânica com sucessos internacionais como "Oh L'amour", "Sometimes", "Chains of Love", "A Little Respect", "Drama!", "Blue Savannah", "Chorus", "Love to Hate You", "Take a Chance on Me" e "Always".

A dupla lançou muitos  álbuns de estúdio e desfrutou de uma longa série de singles de sucesso que abrangem suas quatro décadas juntos.





A Depeche Mode Brasil deseja "Longa Vida" a esse grande "Mestre da Música Eletrônica".
E obrigado por ser um dos fundadores do Depeche Mode !
Faith & Devotion !!!
JeanBong13