segunda-feira, 1 de junho de 2026

Alan Wilder : Parabéns !!!

          Parabéns Alan Wilder !!!
          Alan completa hoje, mais um ano de vida...


          Apesar das diferentes opiniões entre os fans – uns gostam dele e aprovam o “Recoil”, outros o consideram “o vilão da banda”, por ter deixado o Depeche, em 1995.
          O importante é lembrar que ele fez (e ainda faz), parte da história do Depeche Mode, é preciso saber que : ele contribuiu muito, para que o DM crescesse “musicalmente falando”.
          E por isso, minha admiração ao “Boss”, será eterna.
          Parabéns Alan !

           Uma biografia rápida sobre a carreira dele :

          Alan Charles Wilder, nasceu no dia 01 de junho de 1959, em Londres no bairro de Action, onde passou por uma infância tranqüila dentro do que chama de 'uma família de classe média normal'. Porém havia uma imposição de seu pai que Alan odiava, desde pequeno: as aulas de piano. Segundo ele, em sua família a música sempre foi algo muito importante, já que um dos seus irmãos trabalhava acompanhando, ao piano, cantores clássicos, e outro dava aulas de música na Finlândia.
           Diante da perspectiva de que Alan passava o dia em casa sem fazer nada, seus pais o obrigaram a enviar currículos a todos os estúdios de gravação de Londres, porque parecia que a técnica aplicada na música era a única coisa que o interessava. E foi assim que Alan conseguiu um emprego no DJM Studios em New Oxford Street. "Era garoto de recados não fazia nada de interessante.".
           Alan admite que naquela época não lhe agradava a idéia de formar uma banda. Contudo quando um grupo de rock, sem demasiadas pretensões, chamado The Dragons, lhe ofereceu uma chance, não pensou duas vezes. "Pareciam bem simpáticos. Resolvi deixar o trabalho do qual estava farto e fui com eles para Bristol. Fizemos várias apresentações, inclusive gravamos um single, o qual sinceramente não me recordo.". Com o tempo o grupo começou a lhe aborrecer, então em 1978 uniu-se a um grupo médio de new wave chamado Daphne And The Tenderspots. "Era espantoso, tivemos a sorte de gravar um single chamado 'Disco Hell', mas na verdade éramos horríveis.". Depois disto em 1979, Alan passou pelo Real To Real, onde participou do álbum Tightrope Walkers. Em 1980, gravou o single "Bates Motel" com o grupo The Hitmen e deu sua contribuição no single "If I Had You" do The Korgis.
           Finalmente, em dezembro de 1981, Wilder leu um anúncio no semanário musical Melody Maker, que dizia: "Banda conhecida necessita de tecladista, menor de 21 anos". Embora tivesse 22 anos, a experiência adquirida na passagem pelos grupos anteriores, candidataram Alan a vaga deixada por Vince, que mesmo sabendo muito pouco sobre os integrantes do Depeche Mode, já tinha uma opinião formada a respeito do grupo. "Eu conhecia os singles 'Just Can't Get Enough' e 'New Life', e os achava muito infantis..., embora às vezes os considerasse imprevisíveis. Por outra parte quando os conheci, me pareceram bastante simpáticos.".
           Depois de uma sessão de testes, com severa audição , Alan ficou durante alguns meses simplesmente como músico contratado, aparecia na tevê e nos shows, mas não participava da produção dos discos. Sua primeira performance junto com o DM foi em janeiro de 1982, no Croc's em Rayleigh. Segundo o que declararia com o tempo, pensava que poderia contribuir com algumas idéias, porém o grupo continuava se opondo. "O problema naquela época, é que eles precisavam provar algo para si mesmos. Eles não queriam aceitar a idéia que haviam contratado um músico para as coisas ficarem mais fáceis.". No início de 1983, Alan tornou-se membro oficial do DM, sua influência musical já tornou-se visível no LP daquele ano, Construction Time Again, o som eletrônico deu lugar as experimentações influenciadas pelo rock industrial, ruídos do cotidiano pipocando aqui e ali, tiram as músicas do pavimento puramente dançante. Com sua paixão pela técnica, Alan tornou-se peça fundamental para o grupo. "Com Alan no grupo - declararia Dave após a gravação Songs Of Faith - não temos o que nos preocupar, com relação ao processo de gravação. Eu estou muito tranqüilo, por que ele é uma pessoa capaz de passar 24 horas em um estúdio, à procura do som adequado. Ele é obcecado pela perfeição técnica e isso dá uma segurança enorme ao Depeche.".
           Essa obsessão sem limites levou Alan a criar um grupo paralelo chamado Recoil, onde ele deságua suas loucuras radicais, impossíveis de incluir em uma banda majoritária como o DM. Sons ambientais, repetições minimalistas, samplers de ruídos cotidianos formam o mundo de Recoil. Esse projeto de Alan, começou em 1986 com o álbum 1+2, teve continuidade em 1988 com Hidrology e Bloodline em 1992. (Ainda em 1991, produziu o Nitzer Ebb, fez alguns remixes, e a amizade entre eles é tão forte, que é comum participarem um no álbum do outro, apresentações especiais do vocalista, nos discos e shows do Recoil e o Alan mixando e produzindo o Nitzer.)
           Em julho de 1995, Alan reuniu-se com Andy e Martin, em Londres para comunicar sua decisão de deixar o DM. Alan, também passou um fax para Dave em Los Angeles, informando-o de sua decisão. Alguns fãs acreditam que Alan deixou o Depeche, para dedicar-se ao Recoil, mas ele afirma que os motivos foram outros. "Acredito que nossa capacidade de produção musical está comprometida, a qualidade de associação talvez esteja deteriorada a ponto de eu não me sentir ansioso para nos reunirmos. Nossa relação está seriamente comprometida. Não tive opção, tinha de sair do DM, para não acabar causando mais frustrações.".
           Depois de sua saída do DM, Alan seguiu em carreira com o Recoil, lançou os álbuns “Unsound Methods”(1997) e Liquid (2000), que tiveram ótima aceitação de público e crítica. Em determinada época, ficou bravo com a Mute, alegando que “não tinha a devida atenção e reconhecimento no quesito promocional”, mas superou suas crises.
            Declarou ainda manter interesse pelo trabalho do DM, "É comum, que ainda me mantenha interessado pelo que eles fazem, quem não ficaria curioso tendo sido membro do grupo por tantos anos.". Confirmou que dificilmente voltará a trabalhar com outra banda, "Desde que sai do Depeche, já recebi muitas propostas, porém nenhuma me despertou interesse. Teria de ser algo muito especial para voltar a entrar num estúdio com outro artista.", afirmou também, que é pouco provável lançar, em 2003 algum material novo, para a tristeza de seus fãs. "Ultimamente tenho andado preocupado com outras coisas e a música não tem recebido muito do meu tempo. Tenho umas quantas canções porém sem nenhuma direção concreta, ao menos por enquanto.".
           Há um bom tempo afastado, voltou em 2007 com o álbum “Subhuman”, de onde foi extraído o limitado single de “Prey/Allelujah”, lançado apenas na Rússia.
           Em 2010, no dia 17 de fevereiro participou de um show beneficente para o “Teenage Cancer Trust” junto com o Depeche Mode, tocando piano em “Somebody”, foi a primeira vez que tocaram juntos, desde sua saída em 1994. Foi uma bela apresentação. Fato prá ficar na história tanto do Depeche, como do Alan.
            É anunciado algumas datas para uma pequena tourné entre março e abril, para o lançamento do álbum “Selected”, uma excelente coletânea do Recoil, o que seriam apenas uns 10 shows de divulgação na Europa, acabaram virando uma tourné extensa, “Selected Events – A Strange Hour” passando inclusive pelo Brasil, no dia 10 de novembro de 2010. (mais detalhes sobre esse show, vejam nas matérias anteriores, procurem pela data...).
            O Recoil recebeu até prêmios pela tourné e álbum. Com certeza, foi o reconhecimento de anos de trabalho, de um grande músico. Sem contar o quanto ele foi (e é) importante para o “amadurecimento sonoro” do Depeche, onde ele praticamente criou um novo estilo, um novo jeito de fazer e gravar as músicas, devido ao seu perfeccionismo.  
            Em 2011, contribuiu com um mix de “In Chains” para o novo álbum de Remixes do Depeche Mode. (lançamento em 06/06/11).
             Participou em maio, do “Short Circuit Festival” – evento da Mute Records, e também anunciou novas datas de shows para esse ano, dando continuidade a sua tourné.
             Alan Wilder tem dois filhos : Paris e Stanley Duke Wilder, frutos de seu casamento com a violinista Hepzibah Sessa, ex-integrante do Miranda Sex Garden.
             Sua companheira chama-se é Britt Rinde Hval.
             Ele postou um vídeo, fazendo um certo mistério com a data de 22 07 2011.
             Depois foi postado outro vídeo, indicando que se trata de uma venda de itens raros e pessoais dele, na época em que estava no Depeche Mode. O link do novo vídeo :
             Que resultou num leilão do seu material e foi lançado em dvd, chamado “Collected”.
             Em 2012 participou do projeto do Talk Talk, um tributo chamado “Spirit Of Talk Talk”, com duas faixas, além de participar do processo de supervisão e masterização do álbum.
             Já em 2016, participou do single digital da cantora Dede, com a faixa “Calling The Clock”.

             Uma Observação Importante : esse texto foi parcialmente traduzido por mim e uma amiga, Cynthia Pucci, para a página “For The Masses”, do meu amigo All75.
            Eu apenas atualizei e inclui alguns dados que achei necessário, nessa biografia do Alan.

1982 - O anúncio do Depeche Mode à procura de um novo integrante.





Carta de Alan sobre sua saída da banda

1 de junho de 1995

Devido a uma crescente deterioração nas relações internas e trabalho dentro do grupo e com um pouco de tristeza, é assim que eu decidi deixar o Depeche Mode. A decisão de deixar o grupo não foi fácil, sobretudo porque nossos álbuns mais recentes foram uma demonstração do potencial elevado que Depeche Mode tinha desenvolvido.
Desde que entrei em 1982, continuamente tentei dar um total de energia, entusiasmo e empenho, para que o grupo ganhou mais sucesso e que voluntariamente oferecido, apesar da má distribuição da quantidade de trabalho. Infelizmente, já fora do grupo, as minhas contribuições nunca receberam o respeito e o reconhecimento de que todo o meu trabalho é garantido.
Acho que enquanto o calibre do nosso potencial tenha melhorado, a qualidade da parceria deteriorou ao ponto de não me sentir mais um integrante, mas justificado fins de egoísmo. Não quero deixar mal-entendidos, fatos ruins pessoalmente; Só digo que as relações tornaram-se seriamente preocupantes, cada vez mais frustrantes e recentemente certas situações são intoleráveis.
Não dadas estas circunstâncias, tenho nenhuma outra escolha do que deixar o grupo. Isto parece preferível antes desta situação crescer ainda mais e que vocês continuem a manter o meu entusiasmo e paixão pela música. Estou animado com as perspectivas e a dedicação para novos projetos.
O resto dos membros da banda têm meu apoio e os melhores desejos para qualquer coisa que dedicarem para que no futuro, seja individualmente ou coletivamente.
Alan Charles Wilder.






          Vida longa ao Boss ! Parabéns ! São nossos sinceros votos !
          Faith & Devotion !!!
          JeanBong13

Alan Wilder anuncia oficialmente a sua saída do Depeche Mode.

Em 1 de junho de 1995 (36º aniversário dele), a "Mute Internacional" anunciou oficialmente a saída do Alan Wilder do Depeche Mode para a imprensa.

Analisando as datas, dá para ver que no comunicado interno enviado por fax da Mute, que o assunto já estava finalizado dias antes, pois a data é de 27 de maio. 

Durante a gravação do álbum de 1993 do Depeche Mode, Songs Of Faith And Devotion, Alan começou a ficar insatisfeito com as relações internas, as condições de trabalho e a vida geral como membro do grupo. 

Mais tarde, ele afirmaria que chegou à decisão final de deixar o Depeche Mode ao longo das turnês Devotional e Exotic. 

Nos meses seguintes à conclusão da turnê Exotic, Alan mencionou suas intenções de sair para vários associados próximos, incluindo o engenheiro de longa data do Depeche Mode e do Recoil, Steve Lyon. Wilder ligou para solicitar uma reunião pessoal da banda em Londres para informar os outros membros do grupo e a administração vários meses após a conclusão da turnê Exotic. 

Dave Gahan não estava presente nesta reunião e não respondeu ao telefonema ou fax de Wilder (Gahan mais tarde lamentaria não ter feito mais para convencer Alan a permanecer no grupo). 

Ao ser informado, o fundador da Mute Records, Daniel Miller, alertou todos os gerentes da gravadora Mute sobre a saída de Wilder, informando que não havia planos para substituí-lo e que Martin Gore havia começado a escrever novo material, garantindo que o grupo continuaria como um trio.

Alan emitiria uma declaração formal à imprensa em 1º de junho de 1995. 

Mutefax (a comunicação interna, antes do anúncio oficial para a imprensa).

Para: Todos os gerenciadores dos selos

De: Daniel Miller

Data: 27 de maio de 1995

Assunto: Depeche Mode

Caros

Depois de muita deliberação, Alan Wilder decidiu deixar o Depeche Mode depois de mais de treze anos.

A banda não tem planos para substituí-lo e Martin Gore está atualmente ocupado escrevendo novo material.

"Este não é um comunicado de imprensa e é apenas para uso interno. No entanto, é possível que você receba perguntas da mídia e do público em geral, se assim for, você deve responder com as informações acima sem expandi-las. Haverá uma declaração completa no devido tempo.

Cumprimentos.

Daniel Miller

Mute Records Fax : Para imediata comunicação.

Alan Wilder deixa o Depeche Mode.

Após muita deliberação, Alan Wilder decidiu deixar o Depeche Mode depois de mais de treze anos.

A banda não tem planos de substituí-lo e Martin Gore está atualmente ocupado escrevendo novos materiais, Depeche Mode deseja a Alan tudo de bom para o futuro.

Londres, quinta-feira, 1 de junho de 1995.

Por favor, veja a declaração anexada de Alan Wilder.


Anexo ao fax : Declaração de Alan Wilder

"Devido à crescente insatisfação com as relações internas e as práticas de trabalho do grupo, é com certa tristeza que decidi me separar do Depeche Mode. Minha decisão de deixar o grupo não foi fácil, especialmente porque nossos últimos álbuns eram uma indicação de todo o potencial que o Depeche Mode estava realizando.
Desde que entrei em 1982, tenho me esforçado continuamente para dar energia total, entusiasmo e compromisso com o avanço do sucesso do grupo e, apesar de um desequilíbrio consistente na distribuição da carga de trabalho, voluntariamente aconteceu isso. Infelizmente, dentro do grupo, esse nível de contribuição nunca recebeu o respeito e o reconhecimento que ele justifica.
Embora eu acredite que o calibre da nossa produção musical melhorou, a qualidade da nossa associação deteriorou-se ao ponto de eu não sentir mais que o fim justificam os meios. Eu não tenho nenhum desejo de lançar aspersões em qualquer indivíduo; basta dizer que as relações se tornaram seriamente tensas, cada vez mais frustrantes e, em última instância, em certas situações, intoleráveis.
Dadas essas circunstâncias, não tenho outra opção a não ser deixar o grupo. Parece preferível, portanto, sair em um nível relativo alto, e como ainda mantenho um grande entusiasmo e paixão pela música, estou animado com a perspectiva de buscar novos projetos. Os demais membros da banda têm meu apoio e melhores desejos para qualquer coisa que eles possam perseguir no futuro, seja coletivamente ou individualmente.
- Alan Charles Wilder."

A revista de fãs BONG informou os assinantes da partida de Alan em um boletim informativo.


Esses foram os acontecimentos e as explicações de Alan para sua saída da banda. 
Infelizmente, como em muitas outras bandas, acontece o desgaste natural do relacionamento entre seus integrantes.


Faith & Devotion !!!
JeanBong13

sábado, 30 de maio de 2026

História Do Depeche Mode : Personal Jesus 2011 (Single)

Hoje na História do Depeche Mode (30 de maio de 2011):
Data de lançamento do single de Personal Jesus 2011, no Reino Unido.




"Personal Jesus 2011", foi lançado pela Mute Records, em 30 de maio de 2011, como o primeiro single do álbum "Remixes 2: 81-11", lançado em 06 de junho de 2011.
Originalmente apresentada no album Violator de 1990, é uma das grandes faixas do Depeche Mode, que já foi regravada por nomes como : Johnny Cash, Marilyn Manson, Tori Amos, Nina Hagen entre outros...










A faixa icônica do Depeche Mode, foi reformulada por alguns dos artistas mais inovadores do mundo da música eletrônica:
Eric Prydz:
"O Depeche Mode foi a primeira banda que me inspirou a fazer música! Quando a Mute me contatou, e perguntou se eu queria remixar Personal Jesus e 'Never Let Me Down Again', quase caí da cadeira! 
Eu queria fazer algo que combinasse nos sets de todos os DJs: De John Digweed a David Guetta, e todos os demais."
Tor Hermansen, Stargate:
"Remixar qualquer música do Depeche Mode é uma honra - remixar 'Personal Jesus' é uma atitude mais do que nobre! Quando Rihanna me disse que era fã do Depeche Mode, eu disse a ela: 'Eu era fã do DM bem antes de você nascer, garota."
Metr Alex Metric:
"Foi uma honra e um privilégio muito grande  colocar minhas mãos em um clássico como 'Personal Jesus'!"
Sie Medway-Smith:
"Remixar 'Personal Jesus' teve um fator adicional - o medo! A versão original, é um clássico tão perfeitamente executado, que precisei fazer três versões da faixa, para concluir o meu trabalho."

Fonte : depechemode.com ; comunicado de imprensa.

Faith & Devotion !!!
JeanBong13

sexta-feira, 29 de maio de 2026

História Do Depeche Mode : New Life (Single)

Hoje na História do Depeche Mode (29 de maio de 1981):
Data de lançamento do single de New Life, no Reino Unido.

New Life, o segundo single de Depeche Mode, gravado no Blackwing Studios, originalmente lançado em 29 de maio de 1981, mas registros oficiais afirmam 13 de junho de 1981 como a data de lançamento, mas essa foi a data em que ele aparece nas UK Singles Charts.
Não foi lançado comercialmente nos Estados Unidos. 
Teve dois formatos: a versão 7" como acabaria por aparecer na versão britânica de Speak & Spell, lançada em outubro de 1981 e uma remix de 12'' (que apareceria mais tarde na versão americana de Speak & Spell) que tinha uma introdução diferente e uma seção extra de sintetizador no meio.
Uma semana depois alcançou o 11º lugar e permaneceu no ranking britânico durante a maior parte do verão de 1981; quase quatro décadas depois, nenhum single do Depeche Mode superou sua colocação  de 15 semanas.
'New Life' também foi o primeiro single do Depeche Mode a ser lançado no formato de 12 polegadas, o primeiro passo em direção ao formato múltiplo e mixes múltiplos, singles que se tornaram uma tradição do Depeche Mode.
No dia 25 de junho, a banda fez sua primeira aparição no Top Of The Pops para tocar a música. 
Eles apareceriam mais duas vezes, em 16 de julho e 30 de julho de 1981.
O lado B, Shout ! foi "a primeira música do Depeche Mode a ter um remix extended de 12", chamado de "Rio Mix".
Essa mixagem apareceria mais tarde na compilação do remix Remixes 81–04, lançada em 2004.
A capa do 12'' também é muito parecida com a capa do álbum do Black Sabbath : Born Again.
(o motivo : os criadores tiveram a mesma fonte de inspiração : uma revista de medicina !)
Apesar do site oficial do Depeche Mode usar outra data como "lançamento", aqui eu uso essa data, conforme o "new release" da gravadora, na época. (vejam a foto dele, após as capas do single)








A revista que inspirou as duas capas :


Texto & Complemento : Vanessa Bussadori & JeanBong13.
Faith & Devotion !
JeanBong13

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Depeche Mode e as Drogas, os difíceis anos de reabilitação.

A idéia dessas "matérias mais pesadas", não é querer denegrir a imagem do Dave ou do Martin, não é mostrar apenas o "lado ruim" das drogas, mas sim, o "lado positivo" do "ser humano", em sua vontade de querer viver, de se reabilitar, de ficar "limpo" e voltar a ter uma vida tranquila e saudável, superar essa fase / dificuldade de um "mal" que atormenta e atinge a muitas famílias...


São matérias para incentivar aos fãs do Depeche Mode que estão em uma situação parecida ou que sabem de alguém que está passando por isso, que você tem que tentar, tem que se esforçar, que você pode conseguir...
Cito aqui uma frase atribuída a John Lennon :
"O sonho acabou, vamos encarar a realidade. Não se drogue por não ser capaz de suportar sua própria dor. Nenhum lugar fará você se sentir um homem. Eu estive em todos os lugares e só me encontrei em mim mesmo".


Vamos aqui, falar um pouco sobre o alcoolismo do Martin L. Gore...
A turnê aparentemente interminável do Depeche Mode entre 93 a 94, causou danos a Dave Gahan, mas também foi difícil para Martin L. Gore...


De acordo com Alan Cross, em seu livro, "Depeche Mode: The Secret History", (lançado em 2012), Gore já havia sofrido ataques de pânico, mas aumentou a um ritmo alarmante, enquanto viajavam de cidade em cidade, durante a Devotional - Exotic Tour.


Em uma reunião de negócios, em Los Angeles, Martin sofreu uma grande convulsão e precisou ser hospitalizado imediatamente!
Os médicos na época, atribuíram tal 'crise', aos anos de estresse, drogas e consumo excessivo de álcool...
E Martin lutou muito contra a dependência do álcool:
"Eu fui um alcoólatra em potencial durante anos! E sabia desde muito novo, que tinha problemas com a bebida", disse ele ao 'The Guardian'.
"Era encorajador para os astros do rock, ficar 'fora de controle'!
E eu sabia que tinha ficado 'fora de controle', quando meu café da manhã consistia em duas vodkas duplas!"
Durante a The Singles Tour, em seus momentos de descanso pelos hotéis, Martin sempre se dirigia aos bares onde estava hospedado, e fazia alguns shows no piano, em geral, com muita bebida.
Viraram noites históricas, que renderam cds bootlegs, chamados de "Hotel Session"...


Embora nenhum show tenha sido cancelado por causa do vício, seu consumo aumentou, enquanto gravava "Playing the Angel" de 2005 e ao mesmo tempo, enfrentava seu processo de divórcio..
Gahan lembrou que Gore foi a várias sessões de gravação, "um pouco bêbado", mas depois que o álbum terminou, Martin procurou ajuda e tratamento profissional.




Paralelo a isso, no dia 09 de julho de 1996, Dave Gahan compareceu perante o tribunal da cidade de Los Angeles, onde, graças à ajuda de vários conhecidos, foi emitida uma fiança de US $ 10.000, permitindo que Gahan não fosse preso.


Mas algumas coisas haviam mudado: o juiz decidiu que Gahan teria que passar por um processo de desintoxicação, passando por vários testes periodicamente (durante 2 anos, 2 testes de urina por semana), e se alguma substância proibida fosse encontrada, ele seria imediatamente enviado para a prisão!

(Revista Bizz em Julho de 1996)

As autoridades dos EUA, negaram sua entrada no país, a menos que ele estivesse sem substâncias, então Dave entrou na mesma clínica em que Kurt Cobain foi hospitalizado, no programa de reabilitação Exodus...
Embora tenha sido um processo difícil, ele o superou refugiando-se na música e mantendo-se limpo de drogas e álcool.
(Revista Bizz em Março de 1997)

Foi um novo começo e então Dave se reuniu com Gore e Fletch para descobrir o que seria, o álbum de renascimento: "Ultra".

Idéia do Texto : Veronica Bussadori
Edição, revisão e complementos : JeanBong13

Faith & Devotion !!!
JeanBong13


Dave Gahan : 28/05/1996 - O Dia Do Renascimento...

"Eu morri por 2 minutos..."


Antes, alguns detalhes a mais que antecederam, a esse fato :
Dave tem um apelido de "The Cat", não por sua beleza, mas sim, porque já sobreviveu há vários problemas, ligados a seu vício com heroína.
Em outubro de 1993, durante a Devotional Tour, em Nova Orleans, ele sofreu um ataque cardíaco, fazendo com que a banda, improvisassem um "encore" do show sem ele.
Em agosto de 1995, tentou o suicídio cortando os pulsos. "Foi uma tentativa de suicídio", disse ele, mas também foi um "grito de socorro, pois tinha certeza que haviam pessoas que poderiam me encontrar"...
... e em 28 de maio de 1996 : 

À 1 hr a.m. do dia 28/05/1996, em um quarto do Sunset Marquis Hotel, em Los Angeles,


Dave Gahan preparou o que era necessário para morrer:
Ele se trancou no banheiro do quarto de luxo, (a foto abaixo), com um traficante de drogas, que pediu para ele não exceder a dose de heroína, da marca Red Rum.


Dave comentou mais tarde: 
"Eu me lembro de ter pedido ao traficante para não encher muito a seringa ou colocar tanta coca". Eu senti que algo errado iria acontecer."
Enquanto o ritual da dose monstruosa acontecia, uma garota que Dave acabara de conhecer naquela mesma noite, no bar do hotel, o esperava deitada na cama no quarto.
Ela viu a tensa troca de olhares entre Dave e o traficante, a 'picada' no braço de Dave, e logo depois, juntamente com o traficante, testemunhou Gahan gradualmente desaparecer e perder a consciência dentro da banheira sem água. 
Um silêncio, digno de um funeral, imperou no local.
O traficante então, arrastou Dave para a sala, enquanto a garota, em pânico, fazia uma ligação de emergência! 
Imediatamente, o traficante pegou o telefone e o desligou violentamente, com medo de que o fato lhe causasse uma prisão! 
Na fuga, ele pegou rapidamente, seu arsenal de seringas e um pouco de maconha, antes de 'evaporar' do local do 'crime'. 
A garota então, conseguiu ligar para o 911. Eram 1:15 hrs da manhã!
Quando os paramédicos chegaram, a moça tentou reviver Gahan, jogando água em seu rosto, e o envolvendo em toalhas encharcadas. 
As mãos de Dave ficaram azuis, assim como também seus braços... escurecendo suas tatuagens...
Entre a vida e a morte, Dave ouviu no caminho para o hospital, um paramédico dizendo: "Ele morreu."
Uma enfermeira confirmou o fato: O vocalista do Depeche Mode foi declarado morto por dois minutos, pouco antes do milagre acontecer...
"Eu estava flutuando, bem rente ao teto, e fiquei observando o que estava acontecendo lá  embaixo: a equipe médica em cima do meu corpo, tentando me salvar.."
"Então eu gritei que não estava lá embaixo, mas sim lá em cima! Acho que foi a minha alma que gritou depois de deixar o corpo, e que estava observando tudo... Os segundos pareciam horas, como se alguém tivesse apagado a luz"
"Ali tudo que eu sentia no início era completa escuridão. Eu nunca estive em um espaço que era mais negro, e eu lembro de sentir que tudo o que eu estava fazendo, estava realmente errado."
(Dave Gahan, narrando o que sentiu, durante seus dois minutos sem vida no hospital...)
Esse fato foi matéria na NME :

Texto Idéia : Veronica Bussadori
Adaptação e complemento : JeanBong13
Faith & Devotion !!!
JeanBong13

quarta-feira, 27 de maio de 2026

História Do Depeche Mode : One Night In Paris (DVD)

Hoje na História do Depeche Mode (27 de maio de 2002):
Data de lançamento do DVD One Night In Paris, no Reino Unido.










One Night in Paris - É o registro ao vivo em DVD de Anton Corbijn apresentando um concerto inteiro da Exciter Tour de 2001, filmado no Palais Omnisports de Paris-Bercy em 9 e 10 de outubro de 2001. 
Embora a capa liste apenas a segunda data, é óbvio que o material do primeiro foi usado, já que "It Doesn't Matter Two" só foi tocado no dia 9. 
Essa música foi substituída por "Sister Of Night" no dia seguinte (e incluída como faixa bônus no disco 2). 
Muitos fãs ficaram desapontados ao ver a popular música "Clean" (várias vezes executado durante a turnê, tocada na primeira noite em Paris) não incluída (nenhuma versão ao vivo é oficialmente lançada da música até hoje), Condemnation (da segunda noite , raramente realizado em 2001, com várias versões ao vivo disponíveis anteriormente) ocupando o seu lugar no filme. 
O primeiro disco apresenta o concerto completo, enquanto o segundo disco contém documentários sobre o filme, entrevistas com a banda, músicas extras, projeções de turnê e muito mais.
O concerto foi gravado no Palais Ominisports De Paris Bercy, diante de 16.000 pessoas, numa noite "sold out".
Filmado em anamórfico 16:9 Digital Betacam usando 13 câmeras, e foi lançado em 2002.

Fonte : Wikipédia
Faith & Devotion !!!
JeanBong13