sexta-feira, 12 de julho de 2024

História Do Depeche Mode : Strange (VHS)

Hoje, na História do Depeche Mode 12 de julho de 1988.
Lançamento do VHS "Strange", nos EUA.




Strange é um filme em preto e branco sobre e com Depeche Mode. 
(exceto por alguns megafones aleatórios que eram coloridos de vermelho)
É a segunda compilação de videoclipes do Depeche Mode, com os cinco primeiros vídeos do Depeche Mode dirigidos por Anton Corbijn, lançado em 1988.
Corbijn gravou todos os vídeos em Super-8.
Entre os videoclipes existem curtas-metragens, também criados pelo Sr. Corbijn.
Além do Depeche Mode, participam dos clipes e dos curtas : 
Nassim, Aiden, Rebecca, Valdemar, Tisch, Bart, Stoya, Warren, Ippolita e Francesco.
Baseado no amor ou na vida ou luxúria ou talvez nada em particular e foi filmado na França, EUA, Espanha, Reino Unido, Dinamarca e Itália.
Ele apresenta as músicas :
Question Of Time (Remix)
Strangelove (7'' Version)
Never Let Me Down Again (Split Mix)
Behind The Wheel (Album Version)
Pimpf
Abre com o último single de lançado do álbum "Black Celebration", inclui os três principais singles do "Music For The Masses", e termina com Pimpf, faixa instrumental que encerra o álbum "Music", sendo este clipe, praticamente exclusivo para esse VHS.
Tempo Aproximado : 30 Minutos.
Film Director [A Black And White Mode By, Directed By, Filmed By] – Anton Corbijn
Film Producer [Produced By] – Richard Bell

Para desespero dos fans, existe uma edição limitada esgotada, lançada em março de 1988 na Europa, que inclui 6 cartões postais, sendo 4 deles autografados, por cada um dos integrantes da banda.
Bem difícil de achar, e infelizmente, quando é encontrado, é muito, mas muito caro.
Para "nosso conhecimento e desespero" :














Saiu também no formato LD (Laserdisc), no Japão !




Lindo item de colecionador !!!
Fontes : Wikipédia e Discogs
Faith & Devotion !!!
JeanBong13

quinta-feira, 11 de julho de 2024

História Do Depeche Mode : Everything Counts (Single)

Hoje na História do Depeche Mode (11 de julho de 1983):
Data de lançamento do single de Everything Counts, no Reino Unido.





A data se refere ao lançamento oficial do single 7''.
O single introduziu uma transição no conteúdo lírico para o grupo. 
"Everything Counts" trata especificamente a questão da ganância corporativa e corrupção na Grã-Bretanha, como o coro canta "grabbing hands" (mãos gananciosas) que "grab all they can"(peguem tudo que puderem). 
Talvez surpreendentemente, o single foi lançado em um momento quando a banda em si não estava sob um contrato formal com Mute Records (Gore publica suas músicas sob o nome de "Grabbing Hands Music"). 
Além de ter "encontrado" sons usados como samplers, o single também sampleia uma variedade de instrumentos musicais, como o xilofone e uma escaleta (que Martin é conhecido por tocar no palco da música).


Foi também a primeira canção no catálogo da banda, que inclui os dois cantores da banda proeminente (em momentos diferentes). 
O vocalista Dave Gahan canta os vocais dos versos, enquanto compositor Martin Gore canta os vocais em coro com apoio de Alan Wilder.

"É uma das minhas músicas favoritas", disse Dave Gahan, à Best em 1989. "'Construction Time Again', foi um passo importante em nossa carreira [...] As letras são atemporais,e falam de dinheiro, poder e corrupção."

Alan Wilder: “Gosto de 'Construction Time Again', devido à sua ambição de seguir em frente. 
Você pode ouvir só coisas boas neste LP, como "Everything Counts", por exemplo."

"Everything Counts" se concentra nas atitudes das duas faces que abundam na indústria. E não apenas no negócio da música, mas em qualquer lugar onde o dinheiro esteja envolvido. 
Gore afirma que por trás de todos os acordos e motivos, existe puro egoísmo. "Não sou tão amargo assim, pessoalmente. Eu tenho uma vida confortável. São apenas algumas coisas que notei." Alan acrescentou: "Estamos em uma posição privilegiada para sermos bons observadores, já que estamos sempre conhecendo grupos, e ouvindo falar de acordos duvidosos."

"Todas as viagens que fizemos certamente ajudaram muito", admitiu Dave Gahan:"'Everything Counts', foi parcialmente inspirado na Tailândia - é aí que entra o lado oriental, como a Coréia. Você chega até lá, e todos os hotéis estão cheios de homens de negócios, tratando as pessoas como se não fossem nada! Eles só estão interessados ​​nos negócios deles - é isso que eu realmente odeio nos grandes negócios: as pessoas não se importam com as outras. Só com o dinheiro. Todas as mulheres que você vê  por lá, são prostitutas - essa é a única maneira de se ganhar dinheiro! O problema é que as pessoas no poder não se importam com alguém com um salário baixo, apenas se preocupam com o próprio poder. Mas acho que as pessoas devem se preocupar com as outras, porque desde o momento em que nascemos, somos colocados em competição [...] as atitudes das pessoas precisam mudar. Você precisa olhar o mundo para mudar as coisas." (NME, 17.09.1983)

Em uma entrevista de 1985, à revista britânica nº 1, Andrew Fletcher falou sobre "Everything Counts":

AF: " ... estávamos experimentando várias tecnologias novas... e tínhamos emuladores e sincronizadores para fazer um novo som. A música discute problemas de corrupção e ganância corporativa no Reino Unido, e usa como metáfora, 'agarre com suas mãos';  'agarre o que puder."

O videoclipe de "Everything Counts" foi dirigido por Clive Richardson, e filmado na antiga Berlim Ocidental. 
O Depeche Mode voltou com Richardson, depois de estar insatisfeito com o diretor de videoclipes anterior, Julian Temple, que dirigiu os vídeos de "A Broken Frame".

De acordo com Alan Wilder:

"Após anos trabalhando com Julien Temple, precisávamos fortalecer não apenas nosso som, mas também nossa imagem! 
Clive tinha muitas idéias novas, que não envolviam storyboards estúpidos, nos quais tínhamos que atuar!"

Sobre o vídeo :

Fletcher: "Eu não gosto dos nossos primeiros vídeos, porque fomos usados ​​como experimento para algumas idéias desonestas.Todos eram vídeos do tipo storyboard, e tivemos que atuar bastante. Além também de não sermos bons nisto."

Martin concordou: "Conseguimos encontrar um diretor que gostamos em Clive Richardson. Trabalhamos muito bem com ele, e investimos agora, muito mais tempo e energia nos clipes."

O lado B :
"Work Hard (remix do East End)"

É a primeira música do Depeche Mode, (sem instrumentais), creditada a Martin Gore e Alan Wilder. 
"O single consistia principalmente em quebra de madeira", explicou Dave Gahan: “Corremos com um martelo e uma caixa de ferramentas pelos ferro-velhos, no leste de Londres, e batemos em tudo que podíamos encontrar. Gareth Jones tinha um gravador de fita cassete e um microfone e, é por isso, que voltávamos ao estúdio com sons altos e estranhos; que colocávamos em um sampler ou em uma fita analógica, e cortávamos várias vezes até que um bom ritmo saísse."



Complemento do Texto : Veronica Bussadori
Fontes : depechemode.com; Wikipédia; Wiki ao vivo do Depeche Mode dmlive.wiki/wiki/Everything_Counts + dmlive.wiki/wiki/Work_Hard; "New Life", No.1, 13.08.1983; Uncut Magazine, maio de 2016 www.uncut.co.uk/features/depeche-modes-dave-gahan-74135/2; “Stripped”, by Jonathan Miller; Shunt - www.recoil.co.uk

Faith & Devotion !!!
JeanBong13

terça-feira, 9 de julho de 2024

História Do Recoil : SubHuman (Album)

Hoje na História do Recoil (09 de julho de 2007): 

Data de lançamento do álbum SubHuman, no Reino Unido.

SubHuman é o quarto álbum de estúdio do Recoil. 

Alan Wilder declarou em um vídeo no YouTube em setembro de 2006 que haveria um novo álbum chegando na primavera ou início do verão de 2007.

Em 23 de abril de 2007, ele lançou informações sobre o álbum via My space e seu site oficial, Shunt. 

SubHuman foi lançado em 9 de julho de 2007 na Europa e 14 de agosto de 2007 nos EUA.

Foi lançado em vários formatos, incluindo : CD padrão, vinil capa dupla e uma edição especial de CD/DVD que inclui surround 5.1 e mixagens exclusivas "ambiente". 

O DVD incluiu todos os videoclipes feitos até o momento do lançamento.

Trabalhando com Wilder neste álbum estava o bluesman nativo de Nova Orleans Joe Richardson, que contribuiu com vocais, guitarra e gaita. 

Também trabalharam no subHuman : Hepzibah Sessa, e Paul Kendall, que trabalhou no álbum Liquid  de 2000 e mixagens do álbum Unsound Methods de 1997. 

Outra colaboradora foi a cantora inglesa Carla Trevaskis, que trabalhou com Fred de Faye (Eurythmics), Cliff Hewitt (Apollo 440) e Dave McDonald (Portishead).

A faixa "99 to Life" refere-se à pena máxima de prisão proferida, aquém da pena de morte. 

Isso é baseado em uma história real de acordo com Richardson em uma entrevista para a revista de música Side-Line.

Lista De Faixas :

CD: MUTE / CD STUMM 279 (Reino Unido)

1." Prey " 8:21

2." Allelujah" 9:26

3." 5000 Years" 6:37

4." The Killing Ground " 9:55

5." Intruders " 11:36

6." 99 to Life" 8:10

7." Backslider" 7:09



CD/DVD: MUTE / LCD STUMM 279 (Reino Unido)

Inclui o cd acima e mais um DVD com:

Gravação de alta qualidade de 24 bits e 48 kHz de subHuman.

5.1 DTS e ac3 versões surround do subHuman.

Exclusivo ambiente (reduction mix) de subHuman também em qualidade de 24 bits/48 kHz.

Vídeos promocionais das músicas:

1. "Faith Healer"

2. "Drifting"

3. "Stalker"

4. "Strange Hours"

5. "Jezebel"

6. "Shunt" (vídeo oculto)

7. "Electro Blues For Bukka White (2000 Mix)" (vídeo oculto)






CRÉDITOS :

Alan Wilder - All Music

Joe Richardson - Vocal nas faixas 1,3,4,6 e 7. Guitarras & Gaita.

Carla Trevaskis - Vocal nas faixas 2 e 5.

John Wolfe - Bass Guitar

Richard Lamm - bateria

Hepzibah Sessa - Violino e Viola

Lee Funnell - Fotografia

Jesse Holborn no Design Holborn - Art Direction & Design

Texas Treefort Studios - Complexo de gravação, Austin Texas


Propaganda para a festa oficial de lançamento do SubHuman em Berlim :



Faith & Devotion !!!
JeanBong13

segunda-feira, 8 de julho de 2024

Biografia Andy Fletcher (in memoriam)

Devotos...
Andy Fletcher comemoraria hoje, mais um ano de vida...


Segue uma biografia que fiz há um tempo para ele :

           Andrew John Leonard Fletcher (ou Andy Fletcher), nasceu no dia 08/07/61 em Nottingham mas mudou-se ainda muito novo para Basildon, onde com oito anos entrou para uma associação religiosa chamada Boys Brigade.
           Fletcher é o mais velho de quatro irmãos do casal Joy e John Fletcher.
           Andy se manteve na Boys Brigade até os dezoito anos e nessa associação foi onde conheceu Vince Clarke. Com quem aos dezesseis anos, formou uma banda chamada No Romance In China. Essa banda dedicava-se em fazer pálidos covers do The Cure. "Queríamos ser igual a eles, estávamos obcecados pelo seu disco Imaginary Boys. Vince fazia um esforço enorme para cantar como Robert Smith.".
           O No Romance In China nada mais era do que um passatempo para Andrew e Vince, foi extinto no final de 1979, depois que Vince resolveu formar uma banda com identidade própria. Porém Andy não ficou esquecido, logo em seguida ele foi convidado a integrar outra banda formada por Vince, o Composition Of Sound. Ainda que essa banda parecesse mais promissora que a anterior, Andy levou bastante tempo para começar a leva-la realmente a sério. Isso só aconteceu, quando a banda mudou o nome para Depeche Mode, e gravou seu primeiro single. "Eu trabalhava em uma agência de seguros, algo que me satisfazia, pois o que ganhava com o grupo não era suficiente. Mas, depois que gravamos o single 'Dreaming Of Me' e entramos no Top Of Pop, me dei conta, de que quando chegava na agência, as pessoas me viam como um músico famoso.".
           Ainda que participe pouco do processo criativo das músicas do Depeche, foi Andy quem, devido a sua formação religiosa, mais absorveu as polemicas criadas com a edição do single "Blasphemous Rumours", o qual sofreu uma série de represálias, por parte de organizações religiosas. Fletch disse na época, que não estava de acordo com a forma de atuar da igreja, e que não entendia porque estavam criando tanta polemica com relação a uma música. Confessou ainda, que a primeira vez que Martin lhe mostrou essa música, ele ficou muito confuso, mas depois que Martin lhe explicou que sua letra estava baseada em algo que aconteceu na época em que eles se conheceram, quando Andy pretendia converte-lo ao catolicismo. Ele disse ter analisado cuidadosamente se a letra era ofensiva, e concluiu que a intenção da letra dessa música, não tinham nada de ofensiva. Alguns anos depois passaria por uma situação semelhante com a promoção e lançamento do single "Personal Jesus".
           No inicio dos anos 90, Fletch tornou-se sócio do restaurante Gascogne's em St. Johns Wood, zona norte de Londres. Em 1994, cumprindo ordens médicas, Andy precisou se ausentar (tirou umas férias) do Depeche Mode no final da primeira parte da Devotional Tour, devido ao stress. Depois de um tempo com a família, Andy voltou firme e forte, pronto para ajudar nas decisões da banda, coisa que sempre fez desde a formação inicial do DM em 1980.
           Ainda que nos dias atuais ele já não se interesse tanto por pop music e se sinta mais a vontade cuidando dos negócios legais da banda, do que tocando sintetizadores nos shows, Andy já tentou se aventurar em um projeto solo. Em 1983, enquanto Depeche gravava em Berlim, as faixas para o álbum Some Great Reward, ele gravou algumas músicas com Alan ou Martin o acompanhando nos teclados. O material chegou a ser editado e batizada oficialmente por Andy. Inclusive Alan Wider chegou a tirar a foto para capa deste álbum, que iria chamar-se Toast Hawaii (nome de seu prato favorito da cantina dos estúdios Hansa). Porém Daniel Miller achou inviável lançar esse material. "Eu acredito que realmente tenho uma voz fantástica. Desgraçadamente, Dave e Martin pensam que não tenho uma voz fantástica... O certo é que Dave e Martin são grandes cantores e eu não.".
           Em qualquer outra banda Andy seria considerado uma cara desnecessária nas capas dos álbuns. Mas ele é o âncora que vem mantendo o Depeche unido, ao longo dos anos. Foi o envolvimento de Fletch nos negócios da banda, que permitiu que o grupo não somente alcançasse sucesso musical, mas como também o sucesso financeiro. Atualmente Andy está se dedicando a outro projeto pessoal. Em 2002 lançou seu selo independente, o qual foi batizado de Toast Hawaii.
           Assinou com a banda “Client”, lançou o álbum e alguns singles, foi em alguns lugares da tourné promocional da banda, e se apresentou abrindo os shows, como DJ.
           Em 2003, participou do clipe da banda, com a música “Client”, que foi dirigido por Laurence Akers.
           O Client, não renovou contrato com a “Toast Hawaii”. O selo está parado no momento...
           Depois, acabou fazendo uma tourné como DJ, tocando em festivais, clubes na Europa e América do Sul, passou pelo Brasil em 2007, se apresentou em 27/09/07 (Belo Horizonte, “Na Sala”) - 28/09/07 (São Paulo, na Pachá) e em 05/10/07 (Rio De Janeiro, na The Week).
           Um de seus “Dj Events” mais famosos, ficou conhecido como “One Night In Warshaw”.
           No primeiro dia da “Tour of The Universe”, Andy recebe a notícia do falecimento de seu pai.
           Em 2011 anunciou outra “Dj Set Tour”, afirmou que planeja ir a lugares onde o Depeche Mode não visitou em um longo tempo. (Romênia, Ucrânia, Emirados Árabes Unidos, Austrália, Indonésia, Filipinas, Singapura, China e Coréia).
           Inclusive passou pelo Brasil, com o “Dj Set” intitulado “Prudence Celebration” no Rio De Janeiro, em 13/10, no Club Costa Brava, e em São Paulo, em 14/10 no Estúdio M, onde a DM Brasil divulgou e também vendeu parte dos ingressos.
           Nos seus set-list, sempre constam alguns artistas da Mute, e do Depeche Mode. Inclusive durante o começo dos sets de 2011, chegou a apresentar alguns remixes do álbum novo do Dm.
          Fletcher foi casado com Grainne (um nome irlandês pronunciado "Grawn-yah"), viveram juntos  por 41 anos e tem dois filhos, Megan e Joe.
          Ele tem três irmãos; Susan, Karen e Simon, e é o mais velho, mora em St John Wood, em Londres.
           Gostava De Elvis Presley, e uma das suas músicas preferidas é “New York, New York” de Frank Sinatra. 
           Em 26 de maio de 2022, faleceu devido a uma dissecação da aorta. 
           Seu funeral aconteceu em 20 de junho de 2022, no Golders Green Crematorium, em Londres. 
           Descanse Em Paz, Andy !













E que nesse seu novo plano espiritual, receba nossos cumprimentos : 
Parabéns Andy ! Jamais iremos te esquecer ! 
Faith & Devotion !!!
JeanBong13