sexta-feira, 27 de março de 2020

História Do Depeche Mode : Suffer Well (Single)

Hoje na História do Depeche Mode (27 de março de 2006):
Data de lançamento do single de Suffer Well, no Reino Unido.















As datas dos formatos tem variação, mas sempre coloco a data principal do single lançado.
(o formato 12'' foi lançado dia 20 de março, já os formatos em cd single, saíram dia 27 de março).
Um dos melhores singles do album Playing The Angel.
Seu B-Side é "Better Days".
O 12'' de Darkest Star, teve a sua numeração e lançamento usando o mesmo número Bong37 de catálogo. (sendo considerado XL12Bong37).
É o primeiro single não escrito por Martin L. Gore, desde "Just Can't Get Enough", a letra é do Dave. 
Dave escreveu "Suffer Well" junto com Christian Eigner e Andrew Phillpott. 
A música fala de sofrimento, e como se deve aproveita-lo ao máximo! Tempos sombrios são aqueles em que temos que crescer e aprender sobre nós mesmos. Aceitar e entender a dor, não nos trará mais sofrimento. A expressão "Suffer Well", foi dita por um amigo de Dave. No começo, Gahan ficou com raiva deste amigo, mas depois entendeu o que ele quis dizer.
O vídeo, dirigido por Anton Corbijn, que não trabalhava com o DM desde 1997, foi filmado nos dias 12 e 13 de dezembro de 2005, na Califórnia, ao norte de Los Angeles, em uma cidade antiga de filmagem dos anos 50, próxima à Six Flags Magic Mountain. 
Assim como a música, ele também é  autobiográfico, e mostra Dave como um roqueiro - com todas as tatuagens e colete branco sujo, em uma metáfora para seus problemas ao longo dos anos noventa. Há também participações especiais de Jonathan Kessler, manager do DM, (interpretando o motorista da limusine), e da esposa de Gahan, Jennifer, interpretando um anjo. 
Dave adorou filmar o vídeo e ficou feliz com o seu resultado. 
Assim como em "It's No Good", neste vídeo também foram exploradas suas habilidades como ator; e Corbijn soube como tirar o melhor proveito dele!
Concorreu ao Grammy de 2007, como melhor single na categoria "Best Dance Recording", mas perdeu para Justin Timberlake - "Sexy Back". 
Quando foi entrevistado pela Entertainment Weekly, em 2017, Dave Gahan revelou que durante as sessões do "Exciter", escreveu muitas de suas músicas! 
"Mas ficou bem claro para mim, que elas não iriam fazer parte do 'Exciter'". 
Portanto, "Playing The Angel", é o primeiro álbum do DM com Dave Gahan como compositor! Empolgado com o seu primeiro trabalho solo, "Paper Monsters", Dave estava determinado a deixar sua marca como compositor. Dan Cairns, do The Sunday Times, perguntou-lhe sobre a reação de Martin: "Martin nunca diz: 'eu gosto dessa música'.Você nunca vai tirar isso dele! 
Mas ele se virou e disse: "Não há diferença entre Dave e eu nas composições: Falamos de relacionamentos, sobre a vida, e sobre o nosso lugar nela."

No dia 28 de maio de 1996, Dave fez um coquetel de drogas, "Speedball" e ficou clinicamente morto por 2 minutos, sendo que quem o trouxe à vida foi Jennifer Sklias. Isto é o que Dave diz sobre essa experiência: "Tudo o que vi e tudo o que senti a princípio foi a completa escuridão. Eu nunca estive em um espaço que era mais negro, e eu lembro de sentir que o que quer que eu estivesse fazendo era realmente errado, eu vi / ouvi minha então namorada: Jennifer, me chamando de volta à vida, do outro lado "

Fonte: The Depeche Mode Handbook - Tudo o que você precisa saber sobre o Depeche Mode "-Emily Smith.Página 214.

É por isso que Dave fez Jen representar um anjo no vídeo de Suffer Well, simbolizando exatamente o que aconteceu com ele: Um anjo que do além trouxe-o de volta à vida. 
Desde então Dave deixou as drogas, deixando uma vida cheia de excessos e deboche.

Texto sobre as Drogas e vídeo de Suffer Well : Veronica Bussadori

Faith & Devotion !!!
JeanBong13














Depeche Mode : Global Spirit Tour - SP - Brasil - "O Show"...


Enfim chegou o grande dia : 27/03/2018 ! (Prá quem comprou o ingresso na pré-venda, a espera de quase um ano foi bem cansativa, mas valeu e muito, cada segundo esperado)


O Depeche Mode nos apresentou sua Global Spirit Tour e o público correspondeu à uma expectativa de 24 anos.

A introdução de "Revolution" dos Beatles, emendada a magnifíca "Going Backwards", que já entrega que o show será uma experiência única, essa faixa é ótima para uma abertura de show.



A pulsação vai aumentando, o coração vem à boca, enfim é o show apenas iniciando. Nem preciso dizer que os olhos já estão em lágrimas...


Aos gritos do público : "Depeche Mode", seguem It´s No Good (prá dar uma esquentada na chuva que caia) e Barrel Of A Gun. Dave está cada vez mais performático. Cheio de caras e bocas. E justamente isso é seu diferencial : O melhor "Front-Man" de todos os tempos, ele não pára um segundo.

Aqui o famoso "Thank You" e "Good Evening São Paulo", pouco antes de começar A Pain That I'm Used To com aquela linha de baixo que deixa essa versão remix, um pouco mais "ambient" que a original, mas que tem seu refrão explosivo !!!


Useless, usando de fundo, um telão que lembrava um clip antigo do Bob Dylan, mas cheio de referências ao DM...



Precious vem prá deixar meu coração em pedaços... gosto demais dela, uma das faixas que mais mexem comigo. "Anjos com asas prateadas, não deveriam conhecer o que é sofrer, quem dera eu pudesse suportar a dor por você..." "as coisas se deterioram, as coisas se quebram...."
Aos primeiros toques de World In My Eyes, uma histeria total, com os telões que nós remetem aos anos 90, e o público fazendo os sinais com as mãos... coisas que somente os fans podem entender, e Dave realmente fazendo muita coisa parecida com a fase 90's no palco.



Cover Me, uma das músicas que mais ouvi do Spirit, é uma viagem total e ver Dave de astronauta no telão, retrata bem isso... (a parte instrumental da música onde Dave vai na parte extendida do palco, e onde estou e posso vê-lo ainda mais de perto, é uma grande viagem, estou realmente nos céus...)


Apesar de ser uma tourné do Spirit, o Ultra é o album mais escolhido para o set list... e o Martin se posiciona melhor (aos gritos de "Martin, Martin, Martin") e já começa com "Insight" ("o espírito do amor que nasce em mim, está falando com você agora, e dizendo-lhe claramente o fogo ainda queima", "estou falando com você agora, o fogo ainda queima, faço o que você fizer - você precisa dar amor, amor - o mundo ainda vai girar"...), nem preciso dizer o quanto fiquei feliz...


Martin manda "Home" (outra das minhas favoritas), aqui fica o refrão que nunca me caiu tão bem : "E Eu te agradeço, por me trazer aqui, por me mostrar um lar, por cantar essas lágrimas, finalmente eu estou achando que me pertenço a aqui".  Sim, era o "momento dos fãs", tanto que continuamos a cantar um pouco mais... lindo ver o público todo devolvendo a emoção que o Martin nos passou, aliás, ele está cada vez melhor ao vivo, mais comunicativo.


(e espero que o DM tenha entendido que o Brasil, é o Lar deles também...)
Ao retornar ao palco, Dave canta In Your Room, que vem com seu telão : um casal fazendo um balé num quarto. Uma grande música. "Estou dependendo das suas palavras, vivendo da sua respiração, sentindo com sua pele, eu estarei sempre aqui"... "Sua paixão favorita, seu jogo favorito, seu espelho favorito, seu escravo favorito"... Outro grande momento do show e os fans indo as lágrimas...


Com direito aos braços erguidos, "Where's The Revolution", vem com clima de protesto, e uma coreografia fantástica entre Dave e o público, no seu refrão !!! (e a letra, mais do que atual : Vocês estão sendo controlados, estão sofrendo abusos, mentiram prá vocês, colocaram "verdades" em suas cabeças, quem está decidindo por vocês : Vocês ou suas religiões ? Seu governo, seus países ? Vocês viciados patrióticos...  Onde está a revolução ? Vamos lá pessoal, vocês estão me decepcionando... 



Everything Counts, a mais antiga do Set List, tem uma boa participação do público, com as bexigas azuis e amarelas, o visual ficou lindíssimo. Grande música, grande performance do público com a banda. (tenho que agradecer a vocês fans e amigos, pois a idéia dos balões foi minha, mas vocês é que deram um show a parte.... muito obrigado mesmo.) A escolha para ser essa música, foi "subliminar", pela situação de nosso país (e por isso, não escolhi o tradicional verde e amarelo, mas sim, o alternativo : amarelo e azul) : "as mãos gananciosas agarram tudo o que podem, tudo para si mesmas, afinal de contas, é um mundo competitivo, vale tudo em grandes quantias" (não é tão atual para o momento em que estamos passando ? E é uma letra de 1983 !!!) E o público cantando praticamente à capella, com Dave no final, prá ficar na memória.



Stripped !!! Que emoção... como não gostar dessa música ? Um clássico daqueles !!! (e tenho um grande amigo, que tem a letra tatuada no braço, aliás : brigadão pelo copo do DM.) Aos primeiros toques, novamente o público vai ao delírio. "Let Me See You Stripped, Down To The Bone..."
Chegou a hora do Hino, meu "mantra particular" : "Enjoy The Silence", apesar de não ter curtido muito o  telão feito prá ela, a música foi cantada praticamente por todo o estádio. Difícil não sentir a emoção e a vibração de estar ali...


"Never Let Me Down Again", outro grande clássico, com direito ao Dave comandar o público, impossível esquecer das mãos dos fans : "nós estamos voando alto, nõs estamos vendo o mundo passar por nós, nunca quero descer, nunca quero por de volta meus pés no chão"...
É assim mesmo que estou pensando até hoje... "a música perfeita prá ilustrar o que foi o show do Depeche Mode no Brasil".
(e também o lançamento da camiseta de brinde, que eles atiram em todo show....)



Terminando assim, a primeira parte do show, mas ainda viria o "bis".
Na volta : Strangelove - Acústica, cantada pelo Martin... essa realmente veio prá arrebentar meu coração (que em outras vezes, era substituida por Somebody Ou I Want You Now), resgate importante que matou a sua dívida com o Brasil, desde 1994, quando não foi incluida na Devotional Tour).
Apesar de ser uma versão mais intimista que a original... é "Strangelove", preciso dizer mais ? "Pain, Will You Return It ? - I'll say it again - pain !"


(no final de Strangelove, um grupo de fans, tentou arriscar "Just Can't Get Enough",  infelizmente, a banda não seguiu, teria sido lindo, se eles topassem a brincadeira, mas, valeu a tentativa...)
"Walking In My Shoes", outro grande hino prá muitos fans, e realmente muitas lágrimas caíram ali...
O que dizer sobre essa música : "Agora eu não estou procurando absolvição, perdão pelas coisas que faço, mas antes que você chegue a qualquer conclusão, coloque-se no meu lugar".


"Você tropeçará nas minhas pegadas, manterá os mesmos compromissos que eu mantive, se você se colocar no meu lugar"...
Outro resgate importante : "A Question Of Time" (as vezes trocada por I Feel You), Dave vem com sua clássica perfomance, excelente como sempre : rodopios 80's e seu microfone pedestal "sexy". Uma performance "magnífica".


O show encerra com "Personal Jesus", excelente música, grande final. Música que já foi regravada por muitos outros artistas. Também continua atual como sempre, e novamente cantada por todo estádio...


As músicas do Depeche Mode, não ficaram datadas... ao contrário : elas marcaram épocas de quem viveu determinada época...
Mas encontram-se mais atuais do que nunca !
Depeche Mode está em sua melhor fase ao vivo !








Duas horas que pareceram pouco mais de 45 minutos... de tão divertido e prazeroso que foi.
Um destaque em particular : o público estava caloroso, lindo e perfeito !!! Um grande encontro de fans, para prestegiar o Depeche Mode, como eu sempre digo : Uma Celebração de Almas...
Durante esse final de semana, rolaram vários encontros de fans, foi tudo simplesmente incrível. Poder reencontrar alguns, conhecer pessoalmente outros que por muito tempo, só conhecia virtualmente, enfim, foi muito especial mesmo, "turbilhões de emoções"...



Os fans que se dedicaram ao máximo, assim como a banda, que fez um grande show prá gente !!!
Só posso agradecer à todos. Foi INESQUECÍVEL !!!
Faith & Devotion !!!
JeanBong13

Fotos : Luis Fernando DM; Daniele Marzano, Paulo Henrique e Depeche Mode Brasil DMBR, Enock Neto, Grupo DM BR Roots e Bruno DM. 
(se por acaso tiver fotos de mais pessoas que não foram mencionadas, por favor, mandem o nome para que eu possa dar o devido crédito).

quarta-feira, 25 de março de 2020

História Do Depeche Mode : Delta Machine (Album)

Hoje na História do Depeche Mode (25 de março de 2013):
Data de lançamento do album Delta Machine, no Reino Unido.





Delta Machine é o décimo terceiro álbum de estúdio do Depeche Mode, lançado em 25 de março de 2013, pela Columbia Records e Mute Records. Gravado em 2012 em Santa Barbara, Califórnia e Nova York, o álbum foi produzido por Ben Hillier e mixado por Flood. A edição deluxe também foi lançada, contendo um disco bônus com quatro faixas bônus, bem como um livro de capa dura com 28 páginas, incluindo fotos de Anton Corbijn.

"Heaven" foi lançado digitalmente como primeiro single do álbum em 31 de janeiro de 2013, antes de seu lançamento físico em 5 de fevereiro nos Estados Unidos e em 18 de março no Reino Unido. O segundo single do álbum, "Soothe My Soul", que estreou em 15 de Março 2013 no programa matutino da BBC, Radio, foi lançado em 10 de maio de 2013.

Luke Turner, do The Quietus, o rotulou como: o "álbum eletrônico mais poderoso, gótico e distorcido da banda, desde o 'Violator'". Gore concordou: "A música tem uma vibração semelhante a do 'Violator' e do 'Songs of Faith and Devotion', e acho que há algumas músicas no álbum que estão entre as melhores que já fizemos."

O título reflete as músicas e o clima geral do disco, misturando e equilibrando blues e eletrônico.
"Fizemos algumas mudanças no título, como 'algo' Machine e Delta 'alguma coisa', antes de Martin dizer 'Delta Machine?'", disse Dave a Mojo. "Delta" refere-se ao delta blues, um dos estilos mais conhecidos de blues que se originou no delta do Mississippi, enquanto "Machine", representa os elementos eletrônicos do álbum e implica o uso de tecnologia.

Dave Gahan: "Com este trabalho, mudamos nosso conceito de como se elaborar um álbum. Quando começamos a perceber que o álbum está ficando 'normal' demais, 'estragamos' tudo, e damos esse som orgânico ao Depeche Mode." Gore acrescentou: "Escrever este álbum foi muito assustador, porque eu queria que fosse um som moderno! Queria que as pessoas se sentissem bem ao ouvi-lo, e assim  também, sentissem paz." Andrew Fletcher para a 'Exclaim!': "Eu acho que este álbum é melhor que o anterior. Há muito mais energia nele! Surpreendentemente, terminamos antes do previsto, o que nunca havíamos feito antes. Isso indica que para se fazer um bom álbum, deve-se conclui-lo o quanto antes!"

Isso aconteceu, em parte, porque o 'clima' no estúdio estava muito tranqüilo: "Martin e eu estávamos na mesma sintonia", disse Dave à Billboard. "Nós realmente nos unimos, fato que tornou o trabalho muito mais agradável de se fazer." Com este disco, ficou ainda mais difícil distinguir quem escreveu o quê! Martin e Dave compartilharam os mesmos sentimentos nas músicas." Martin para o 'Irish Times': "Eu achei este álbum um dos mais fáceis de se fazer."

A banda teve muita cautela na produção: "Muitos sons não são necessários", disse Dave antes das sessões de gravação. "Se as melodias são boas, elas não precisam de mais nada!" Durante a Entrevista do SXSW 2013, com Jason Bentley, ele acrescentou: "As demos do Martin foram muito bem produzidas, por isso, não queríamos mexer muito nelas. Então, quando decidimos trabalhar com Ben Hillier novamente, parecia lógico. "A equipe também incluiu Flood e  Christoffer Berg, descrito por Dave como "um ótimo músico com idéias fantásticas. Ele não tem medo de se levantar e dizer 'eu tenho uma ideia'. E eu gosto disso! É muito intimidador trabalhar com uma banda como a nossa. Martin e eu estamos sempre 'abertos' às idéias de outras pessoas."




Fontes: depechemode.com; comunicado oficial de imprensa, dagsavisen.no, maio de 2012; SPIN, 01.05.2012; Exclaim !, 26.03.2013; Outdoor, 03.03.2013; 20minutes.fr 24.03.2013; Irish Times, 22.03.2013.

Texto : Enock Neto & Veronica Bussadori
Faith & Devotion !!!
JeanBong13